Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.



ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

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sábado, 16 de julho de 2011



AGUINALDO SILVA





Aguinaldo Silva não poderia faltar em nossa galeria de entrevistados. Enquanto prepara “Fina Estampa”, a próxima novela das nove da Rede Globo, o autor generosamente dedicou alguns momentos do seu precioso tempo para nos conceder uma entrevista. Em meio a respostas diretas, inteligentes, e por vezes engraçadas, o Aguinaldo do mundo real se diz uma pessoa tímida, bem diferente da “metralhadora giratória” que habita o mundo virtual, e que todos nós conhecemos bem.
Uma entrevista bem direta, onde o autor evidencia suas características mais marcantes: a inteligência, a ironia, o bom humor e a língua bem afiada ...



ENTREVISTA EXCLUSIVA


Guilherme Staush pergunta: 
1.   Você afirmou em uma entrevista que fez para a revista “Veja”, no final do ano passado, que “não há grandes novelas há 5 anos”, e incluiu aí a sua “Duas Caras”, uma novela bem interessante onde você desenvolveu o processo de transformação de todos os personagens, mostrando “a outra cara” de cada um deles, dentro de contextos bem diferentes no decorrer da trama. Onde você acha que errou com essa novela exatamente? Por que ela não foi um “novelão” como foi “Senhora do Destino” ou como você está prometendo que “Fina Estampa” também seja? Quais são os ingredientes que farão de sua próxima novela mais um de seus grandes sucessos?

Na época eu andava a ver somente os seriados de tevê americanos, e quando comecei “Duas Caras” tinha acabado de rever todas as temporadas de “Os Sopranos”, que provocaram em mim um grande impacto. Assim, tentei dar ao roteiro de  “Duas Caras” uma feição mais de seriado que de telenovela. Foi um erro. Novela é novela, sua linguagem, a do folhetim, é estratificada, não pode mudar, ou deixa de ser novela. Sinto muito orgulho do que fiz em “Duas Caras”, mas tenho consciência de que, como novela, ela não funcionou como deveria, pois queria ser maior que o gênero ao qual se destinava. Um pouco de humildade não faz mal a ninguém, inclusive a um autor de telenovelas do horário das nove, pois ele, embora às vezes se considere como tal, não é Deus. Não sei se minha próxima novela será um grande sucesso, mas dessa vez ela será escrita do modo tradicional, por isso será um novelão – um folhetim com todos os ingredientes do gênero cuja eficiência foi comprovada no final do século XIX e, segundo tudo indica, não tem prazo de validade.



Guilherme Staush pergunta:
2.  Você encontrou alguns problemas para formar o elenco de “Fina Estampa”. A atual “Insensato Coração” teve os mesmos problemas com os protagonistas da novela. O que você acha que a direção artística da Globo poderia fazer para evitar esses aborrecimentos que estão cada vez mais frequentes ao se escalar o elenco de uma novela? Você é a favor da “reserva” de artistas para produções futuras na emissora? Acha que os atores contratados estão, de certa forma, abusando do direito de poderem recusar um papel numa novela?

Sou contra a reserva de atores, pois acho que a novela da vez é que deve ter primazia quanto à escalação do elenco. Tanto acho que, embora quisesse atores como Flávia Alessandra e André Bakoff para “Fina Estampa”, abri mão deles quando Walcyrzinho, que estrearia antes, os requisitou. Não vejo maiores problemas na escalação atualmente. O que eu vejo é que esses problemas merecem um destaque maior na mídia... Mas eles sempre existiram. No caso de “Fina Estampa”, mea culpa: eu é que, boquirroto que sou, saí a anunciar atores antes mesmo que a emissora tivesse fechado com eles para o elenco da novela. De qualquer modo, com ou sem problemas de escalação, teremos um elenco e tanto, e isso me deixou muito animado.

  
Daniel Pepe pergunta:
3.   Em outras entrevistas você declarou que não existe mais espaço para tramas que abordam o realismo fantástico, pois a realidade tornou-se muito forte e intensa. Ricardo Linhares também fez esta observação para o nosso blog, descartando voltar a criar esse tipo de trama. No entanto, muitos internautas telespectadores sentem falta delas. Ainda pensa o mesmo sobre o assunto, ou cogita voltar a fazer uma nova história que, se não tenha realismo fantástico, seja, ao menos, regionalista?
“Cordel Encantado” está aí para não me deixar mentir. Uma novela muitíssimo bem escrita, a melhor das que estão no ar atualmente, mas que não emplacou como se esperava, talvez por não ser “realista”, no bom e no mau sentido do termo. A mistura de Europa do século sei lá quantos com o Nordeste do cangaço, ao que parece, não foi bem digerida pelo telespectador. De qualquer modo, como eu gosto de desafios, na novela que eu escrever depois de “Fina Estampa”, se é que alguém ainda estará interessado em me pedir para escrever novelas, farei uma incursão pelo terreno do realismo fantástico sim, já que muita gente me pede nas ruas pra fazer isso.


Fernando Russowsky pergunta:
4 – Perguntado sobre escrever novelas que não sejam das oito, atualmente nove, você declarou, de forma bem humorada: "Estreei nesse horário, e é nesse horário que eu quero ficar". A Globo está lançando uma nova faixa, que está chamando de "novela das onze", dedicada a remakes de grandes sucessos de outrora. Qual sua opinião sobre esta iniciativa? Supondo que a emissora resolva lançar "novelas das onze" inéditas, com uma proposta de ousadia e inovação parecida com a das "novelas das dez" dos anos 70, você teria interesse em contribuir?

Não. Já fiz minisséries e seriados para este horário, agora mesmo estou no ar com “Lara Com Z”, mas novelas, só das oito, atualmente das nove... Ou vão tomar no toba.


 Guilherme Staush pergunta:
 5-   Você contou que aos 13 anos era visto como um garoto “pobre, feio, esquisito e efeminado”. Sofreu bullying na escola, foi humilhado por seus colegas durante um concurso de escolha da Rainha da Primavera, agredido física e verbalmente, e pouco tempo depois sofreu abuso sexual. Ou seja, sua história seria proibida pelo Ministério Público de ser contada em uma novela das 9, nos dias de hoje. Entretanto, essa é a realidade de muitas crianças no Brasil: a prática do bullying nas escolas e a violência sexual infantil acontecem em níveis assustadores. Como autor, como você lida com esse paradoxo de não poder levar ao ar no horário nobre da TV, histórias que fazem parte do nosso cotidiano, que foram vividas por você mesmo, e que poderiam servir de alerta, minimizando a violência sofrida por tantas crianças no Brasil? Teria vontade de contar isso numa novela, se fosse possível?

Lido com o “paradoxo” com toda tranquilidade possível. Sempre digo que a novela não é do autor, é do produtor, ou seja, de quem produz e bota dinheiro nela. Mas na verdade quero dizer que a novela é do telespectador, que a transformará no mais negro e horroroso de todos os fracassos se não quiser vê-la. Uma novela com os ingredientes que você enumera acima – cruzes! – afugentaria a maioria esmagadora dos telespectadores, não acha? Já me vejo como personagem de uma telenovela, aos 13 anos, sendo eleito Rainha da Primavera do meu colégio e depois sendo praticamente linchado pelos meus colegas. Me responda francamente: você suportaria ver essa novela por muito tempo? Claro que não.  A função da novela não é servir de alerta para o que quer que seja, para isso existe o setor de telejornalismo das emissoras; a função da novela é prender a atenção do telespectador através dos artifícios de uma boa trama na qual haja lugar para dramas sim, mas também para descontração e comédia.


Fernando Russowsky pergunta:
6.       O recurso da atemporalidade, que funcionou muito bem em Fera Ferida, não foi bem compreendido em Senhora do Destino. A despeito dos seus mais de 50 pontos de média de audiência, a saga de Maria do Carmo recebeu, de uma parte do público, críticas que o levaram a publicar uma nota na qual você declarou que "novela é ficção" e procurou minimizar a importância da cronologia diante de todo o conjunto da obra. Com toda a franqueza, me parece que você, à sua maneira, reconhece que houve algo estranho no tempo fictício de Senhora. Reforçam minha convicção a brincadeira, na própria novela, com os jurados que, por causa de um celular, deram nota baixa a Escola de Samba Unidos de Vila São Miguel e a impediram de "ir para as cabeças" e, principalmente, os cuidados tomados na sua novela seguinte, Duas Caras. O presente da história de Marconi Ferraço e Juvenal Antena era, sem dúvida, contemporâneo, e a reconstituição dos anos 90 foi praticamente impecável.

Você já viu A game of thrones? Este seriado fala de uma idade média (?) que nunca existiu, é falso da cabeça aos pés. Mas, como obra de ficção, é de uma coerência fantástica. Acho que aos criadores cabe sim essa liberdade de adaptar a realidade aos caprichos de sua ficção.
Quando as pessoas começaram a cobrar coerência de “Senhora do Destino” eu realmente fiquei chocado, pois não era uma reportagem o que eu estava fazendo e sim ficção, e a esta são permitidas todas as liberdades. Se você lê um livro sobre como seria os Estados Unidos caso Hitler tivesse vencido a guerra você diz que ele está errado porque isso não aconteceu? Claro que não! Em “Duas Caras” a preocupação com os detalhes de época não foi minha e sim da Direção de Arte da novela. Mas, em “Fina Estampa”, vou logo avisando: retrato uma Barra da Tijuca que não é nem um pouco fiel à Barra como ela é agora. E aos que me cobrarem por isso, dizendo que a Barra não é bem assim, eu só tenho uma resposta a dar: não é, mas devia ser... E se a novela fizer sucesso, talvez ela venha a ser, assim como o Leblon só se tornou o Leblon que é agora depois que Manoel Carlos o retratou a sua maneira e lhe deu as cores de sua ficção.


Daniel Pepe pergunta:
7-  Na era do Twitter, temos um termômetro em tempo real sobre a impressão que os telespectadores têm a respeito de um determinado programa. Deu pra notar, acompanhando o microblog durante a exibição de “Lara com Z”, que muitos internautas não gostaram do resultado da série. No entanto, pelo que costuma comentar no próprio Twitter, ou mesmo em seu blog, você ficou satisfeito com o resultado. Saberia a quê atribuir essa diferença de percepção?

Querido, querido, querido: parece que você só viu o que preferia ver. Assim como muitos internautas não gostaram, muitos também gostaram, sim ou não?  A audiência do seriado não me deixa mentir: está dentro dos padrões do horário! Você fica com a opinião dos que “não”, eu prefiro a dos “sim”... E estamos conversados a respeito. Agora, falando sério: é impossível alguém que, em matéria de crítica e televisão, vai além do gosto pessoal sobre os penteados da Susana Viera, não ver que “Lara com Z” é uma tentativa de dar consistência e seriedade aos seriados de tevê que, no Brasil, ainda estão na fase da sitcom... E isso foi muito positivo.
“Lara com Z” não foi apenas o que está no ar, mas também o que foi apresentado à Rede Globo: pela primeira vez um book do seriado, com 180 páginas, detalhado de tal forma que permitiria à emissora produzir mais cinco temporadas sem cansar o telespectador. É assim que se faz seriados, não apresentando-os durante três ou quatro meses, mas com pretensão à continuidade que pode durar várias temporadas, ou seja, anos. “Lara com Z”, com todos os defeitos que possa ter, é um marco no quesito seriado, essa é a palavra não do autor, mas de um especialista no gênero, e isso sim, vale a pena ser registrado.



Guilherme Staush pergunta: 
8-  Você é um dos autores que mais se expõem nas redes sociais da internet: você critica as produções globais, o trabalho dos seus colegas escritores, o desempenho dos atores (criticou a Helena negra de Manoel Carlos, a performance de Alexandre Borges em “Ti Ti Ti”, e trocou farpas com Cláudia Abreu, entre outra coisas). Enfim, você mesmo já confessou em outras entrevistas que gosta de criar polêmicas e que é “barraqueiro”.   Por conta disso, nas comunidades sobre teledramaturgia do Orkut, é muito comum ver os internautas deixarem-se influenciar pelo que você fala, de tal forma que as opiniões sobre as suas novelas acabam sendo fundamentadas mais com base na personalidade do autor do que na novela em si. As pessoas dizem que “Aguinaldo é arrogante” e que “ele se acha o melhor”, alimentados pelas suas próprias declarações. Isso acaba tomando uma importância maior do que a própria crítica que possam ter sobre a sua novela.

Se essa entrevista fosse ao vivo, você perceberia em poucos minutos que eu sou a pessoa mais tímida que existe sobre a face da terra. Não sou arrogante, nem debochado, e muito menos barraqueiro. O que faço é vender meu peixe. Fui jornalista dezoito anos e sei como incrementar uma notícia. Ninguém é melhor divulgador de minhas novelas do que eu. Mas eu não acho que elas sejam tão importantes que valham a pena uma discussão que dure mais do que o número de capítulos de cada uma, ainda mais no orkut. Tenho noção de que novela é um produto descartável. Quando está no ar é o assunto do dia, mas depois, ah... Vamos ver a outra? Assim, o que faço é promover o meu trabalho quando ele está no ar.
Quanto às opiniões por vezes polêmicas que dou sobre o trabalho dos meus colegas e certos atores, bom, o direito de opinião é livre e intocável, e eu não abro mão de falar – e escrever – o que penso. Claro que minha opinião, como toda opinião, é pessoal, e eu não a emito para que todos digam sim senhor e concordem comigo. Se crio polêmica às vezes, isso é muito saudável, e se alguns, ou muitos, sei lá, discordam de mim, acho isso uóóóóóóóóóóóóótimo!





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14 comentários:

Anônimo disse...

Entrevista - como haveria de ser, em se tratando do "Agora" - nota 10!

Eduardo Vieira - Recife/PE

FABIO DIAS disse...

xcelente entrevista com o mago das 9, - como diria o amigo Jefferson - será? Bom eu sou fã de seu trabalho, seguidor em seu twitter como todo noveleiro e tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente. Me recebeu em sua casa junto com meu amigo, e fiquei encantado com sua pessoa, simples, calmo e tranquilo, saí de lá encantado! Foi, acho que um dos momentos mais incríveis de minha vida! Realmente um sonho, estar de frente desse grande autor!

E com certeza, o Aguinaldo pessoalmente é bem diferente do virtual (FUEGO)!

Esse blog faz a diferença nas entrevista, supera qualquer outro veículo de comunicação!

Parabéns meninos do Agora é que são eles!

Abraços

Fábio Leonardo disse...

Caramba! Tô impressionado com a entrevista! Não com a qualidade das perguntas dos Queridões, com os quais tenho o PRAZER e a SATISFAÇÃO de compartilhar opiniões numa comunidade do Orkut, mas pelas respostas sinceras e diretas de Aguinaldo. Parabéns a todos!

E.S. disse...

Pelo menos ele foi bem mais simpático que o Gilberto Braga..

Telinha VIP disse...

Mais uma excelente entrevista do Agora! Parabéns!
Mudei completamente minha opinião sobre o autor (pra melhor, claro). Vocês conseguiram mostrar um lado dele que ninguém conseguiu!

Anônimo disse...

Um ótimo autor, ams prefiro as novelas dele. Toda a pessoa que fala muito, acaba falando o que não dele, e nas mídias socias isso é perigoso, pois não se tem como voltar atrás.

Leila Abranches disse...

Adoro autores que não fazem rodeios e respondem o que o entrevistador perguntou. As perguntas foram ótimas e as respostas não deixaram por menos. Parabéns aos garotos e ao autor! Que venha Fina estampa!

Anônimo disse...

As melhores novelas da decada de 80 tem mão do Aguinaldo: Roque Santeiro, Vale Tudo e Tieta. É um dos melhores autore, sem dúvida. Mas assim como a Suzana Vieira, deixa o lado celebridade mais em evidência do que o lado artístico.

Jorge Fortunato disse...

Bravo Aguinaldo! Gosto de gente assim: que fala o que pensa!
Sucesso.
Aos editores do Blog: Nota 10, vou voltar sempre.

Fernando Oliveira disse...

Excelente! Falou de duas coisas ótimas: a possível volta do realismo fantásticos às novelas e sobre Lara com Z, seriado maravilhoso que merece mais umas temporadas. Parabéns ao Agora pela excelente entrevista.

André San disse...

Ótima entrevista! Aguinaldo é um excelente autor, é divertido, debochado e inteligente. Realmente, um ponto abordado pela entrevista eu também percebo quando recebo comentários em meu blog sobre algum trabalho de Aguinaldo. Muitos se prendem à "persona virtual" do autor. Particularmente, acho que esses críticos o levam a sério demais. Há muito de humor e ironia nos comentários de Aguinaldo, e não de arrogância. Mas enfim, independente de sua personalidade, é inegável seu talento como autor. Várias de suas novelas figuram entre minhas preferidas, como A Indomada, Fera Ferida e Senhora do Destino. Duas Caras muitos criticaram, mas foi,sem dúvidas, uma novela muito bem elaborada. Só acho que ele peca quando diz que Lara com Z é um marco na produção de seriados no Brasil. Não é. E daí que até um book foi feito, como na TV americana, se o resultado que se viu no ar não demonstrava em nada tal organização. O roteiro era fraco, tolo e cheio de vícios. Nem parecia coisa do Aguinaldo. Cinquentinha, embrião de Lara com Z, era muitíssimo melhor e mais bem elaborada. Mas enfim, não se pode acertar sempre. Fina Estampa me parece uma boa trama, e Aguinaldo poderá se redimir da pataquada que foi Lara com Z. Tenho boas expectativas com a novela. Ótima entrevista! Abraço!
André San - www.tele-visao.zip.net

Daniel disse...

Mandou muito bem o Aguinaldo e os meninos do blog foram show de bola! Não sou muito fã das novelas dele, mas o cara entende mesmo do assunto! Valeu!

TH disse...

Perguntas afinadíssimas, respostas idem!
Eu já esperava uma entrevista deste quilate - apesar de não gostar necessariamente das obras de Aguinaldo, ele é alguém que entende do assunto como ninguém e as perguntas fugiram do óbvio - mais uma vez os meninos do AGORA arrasaram!

Discordo de muitas coisas (e Aguinaldo, como não poderia deixar de ser, acha isso ÓÓÓTIMO), sobretudo da opinião de que novela é algo descartável. Tieta, Vale Tudo e Roque Santeiro, obras com sua participação, não prenderiam até hoje se fossem tão supérfluas ou descartáveis...

Eu sou da opinião que novela boa deve ser encarada, independente de opiniões pouco lisonjeiras, como eternizada. Tudo o que marca fica, é fato!

Lucas disse...

Não sou muito fã do estilo do Aguinaldo Silva, mas o respeito como autor de grandes sucessos. Gostava das novelas regionalistas dele, mas não vejo suas tramas contemporâneas com o mesmo prazer com que assisto outros autores. Mas é opinião minha.
Lucas - www.portalcascudeando.blog.com