Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
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Daniel Pepe
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Retrospectiva 2011
por Duh Secco
Parte III
Aquele Beijo: a novela de Miguel Falabella trouxe alegria ao horário das 19h. A trama traz tipos curiosos e não se prende aos sofríveis encontros e desencontros do casal protagonista. Destaque para Cláudia Jimenez (Mãe Iara), Bruno Garcia (Joselito), Maria Zilda (Olga) e Thelma Reston (Dona Violante).
Tapas & Beijos: a série estrelada por Fernanda Torres e Andréa Beltrão começou sob acusações de que seria um produto menor, destinado a classe C. Ledo engano. As duas funcionárias do Djalma Noivas agradaram a todos e bateram recordes de audiência em um horário que vinha sendo castigado pelo desempenho pífio, em todos os sentidos, do Casseta e Planeta Urgente!
Mulheres De Areia: a segunda reprise da novela de Ivani Ribeiro, com direito a abertura modificada, segurou a audiência do Vale a Pena Ver de Novo e nos propiciou conferir novamente os trabalhos de Glória Pires (Ruth e Raquel) e Marcos Frota (Tonho da Lua). Excelente oportunidade também para revermos desempenhos grandiosos de atores já falecidos, como Raul Cortez, Adriano Reys e Carlos Zara, e de outros sumidos da telinha, como Eloísa Mafalda.
Zorra Total: o quadro Metrô Zorra Brasil trouxe vigor ao humorístico, sempre recriminado por suas piadas fáceis e personagens caricatos. Valéria (Rodrigo Sant’Anna) e Janete (Thalita Carauta) caíram na boca do povo e popularizaram o bordão “Ai, como eu tô bandida!”.
Amor Em 4 Atos: exibida logo no início do ano, a série inspirada em obras de Chico Buarque, foi escrita e dirigida, em cada episódio, por um autor e um diretor diferente. Destaque para os dois últimos episódios, Folhetim e Vitrines, estrelados por Alinne Moraes e Vladimir Brichta.
Furo MTV: o humor de Dani Calabresa e Bento Ribeiro fez do programa a melhor atração da MTV no último ano. Os comentários politicamente incorretos sobre assuntos comumente levados a sério fizeram rir e também pensar.
Chaves: embora esteja no ar desde os anos 80, Chaves ganhou novo fôlego, com a exibição de episódios recuperados pelo SBT, que o público julgava como perdidos.
TV Out
Jornalismo da Record: os profissionais do jornalismo da emissora estiveram sujeitos aos desmandos da Igreja Universal, e acabaram por produzir matérias tendenciosas, como uma exibida no Domingo Espetacular, que condenava a prática de uma determinada religião, que cresce em todo o país, a ponto de ameaçar o império de Edir Macedo.
Batendo Ponto: a série de humor comandada por Ingrid Guimarães, mesmo não tendo a menor graça, conseguiu ir além do piloto, exibido no final de 2010, graças à boa audiência conquistada na ocasião. Entretanto, a produção não teve fôlego para manter bons índices no domingo à noite e sucumbiu a concorrência.
Lara Com Z: a spin-off da minissérie Cinquentinha, centrado na personagem Lara Romero (Suzana Vieira), prometia. Mas não cumpriu. Um texto sem graça, aliado a uma direção capenga e uma constante confusão entre a personalidade da personagem, semelhante a da atriz em questão, afastaram o telespectador.
Malhação Conectados: aposta da Globo para a recuperação da audiência do horário, a Malhação sobrenatural, escrita por Ingrid Zavarezzi, assustou o telespectador, derrubando ainda mais os índices. Em pouco tempo, o sobrenatural sumiu, mas a audiência continuou a mesma.
Pânico Na TV: da invasão do funeral de Amy Winehouse a perseguição ao apresentador Zeca Camargo, a equipe do Pânico, este ano, não faz nada senão extrapolar os limites do bom senso, na tentativa de recuperar a audiência perdida ao longo dos últimos anos.
Glee: sucesso de público e crítica, Glee acabou negligenciada pela Globo, que reservou a ela o ingrato horário das manhãs de sábado.
Tardes da Record: constantes mudanças na grade vespertina e atrações frágeis, como o E Aí Doutor? e Marcas da Vida, afugentaram o telespectador.
***
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Guilherme Staush
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Retrospectiva 2011
por Duh Secco
Parte II
Parte II
Continuamos a nossa retrospectiva com os programas e apresentadores que tiveram grande destaque durante o ano.
A Fazenda 4 teve um bom elenco e uma infraestrutura nunca antes vista em um reality-show. Todas as câmeras transmitiam em HD. O grande problema é que a Record, mais uma vez, não soube aproveitar o que tinha em mãos. A transmissão em tempo real só pôde ser vista por usuários do R7. E mesmo estes ficaram a ver navios, quando o sinal era cortado durante uma confusão na casa ou em uma conversa mais picante dos participantes.
Outro tropeço da Record foi a transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Mesmo contando com uma equipe competente, a emissora se deixou levar pelo imediatismo da audiência e teimou em reprisar competições que garantiram bons índices, deixando de lado disputas inéditas. Além do mais, a campanha publicitário que exibia os jornalistas da emissora competindo em diversas maratonas causou mal-estar entre os contratados.
A Record surpreendeu o mundo televisivo, quando levou José Luiz Datena, que devia milhões para a emissora, de volta para o seu casting. Após estrear o seu Cidade Alerta sem nenhuma estrutura, e ter sua dívida perdoada, Datena fez o caminho de volta e reassumiu o comando do Brasil Urgente, na Band. O processo judicial envolvendo a Record e o jornalista ganhou então um novo capítulo. Além de cobrar a dívida que havia deixado pra trás, a emissora passou também a exigir o pagamento de uma nova multa, pelo mesmo motivo da anterior (quebra de contrato). Para se defender, Datena tornou público o que todo mundo já sabia: a censura da Record sobre certos assuntos que desagradam sua bancada evangélica no cenário político brasileiro. O resultado: uma mancha difícil de ser retirada tanto da carreira de Datena como da história da emissora.
Depois de tantas bolas fora, a Record termina o ano tendo sua alardeada vice-liderança ameaçada pelo SBT. O canal tem em seu dono, Silvio Santos, seu maior atrativo. Nesse 2011, Silvio esteve em evidência praticamente todo o tempo, devido as brincadeiras que fez em seu programa dominical. Aos 81 anos, já considerado gagá por muitos, Silvio demonstra uma vitalidade de dar inveja e está batalhando para recolocar sua emissora nos trilhos, com a manutenção da grade, o investimento em novos programas, reprises de grandes sucessos mexicanos e, o que é melhor, sem se render aos apelos de igrejas evangélicas que insistem em lotear as madrugadas do SBT. Pelo andar da carruagem, parece que Silvio não vai precisar destas tão cedo...
Promessa para 2012
A contratação de Nilton Travesso para a dramaturgia do SBT está praticamente acertada. O diretor, responsável pelo melhor momento da emissora no que diz respeito a produção de novelas, pode acabar com os muitos tropeços do SBT neste setor, principalmente no último ano. Entre eles, o engavetamento da novela Corações Feridos, de Íris Abravanel; o texto enfadonho que comprometeu o desenvolvimento de Amor e Revolução; e a demissão de Del Rangel, substituído por Reynaldo Boury, enquanto comandava o início das gravações de Carrossel.
Quem também viu seus índices subirem este ano foi a Band. Entretanto, o que mais marcou o ano que passou no Morumbi, foram as declarações de Rafinha Bastos sobre a cantora Wanessa Camargo, que acabaram afastando o humorista da bancada do CQC. Foi a maior polêmica, até o momento, da história do programa, principalmente por ter resvalado na equipe do programa, quando Marco Luque se mostrou contrário à declaração de Rafinha, não só pela imbecilidade da mesma, como também por ser amigo pessoal de Marcos Buaiz, marido de Wanessa, e sócio de Ronaldo Fenômeno, outro amigo de Marco Luque, que chegou a ganhar uma homenagem, de um imenso puxa-saquismo, na primeira edição deste ano do programa. Afastado da atração, Rafinha pediu demissão. A Band recusou, mas agora já pensa em liberar o humorista, sem multa rescisória, para o canal Fox Sports.
Outra declaração polêmica do CQC foi a do apresentador Marcelo Tas, sobre sua filha, Luiza. Suas palavras, entretanto, não causaram mal-estar, como as de Rafinha Bastos. Em repúdio à homofobia do deputado Jair Bolsonaro, Marcelo disse se sentir orgulhoso de sua filha lésbica. O CQC ainda ganhou novos membros esse ano, como Maurício Meirelles, e se mantém recordista de audiência e faturamento da emissora. Os homens de preto emplacaram de vez, no programa e fora dele, como é o caso de Danilo Gentili, que fez do Agora É Tarde a maior atração do ano na Band.Promessa pra 2012
A Band pretende, enfim, tirar o bispo R.R. Soares de sua grade. A emissora acredita (e os números de audiência comprovam) que a ausência do programa do missionário será fundamental para a disputa pelo terceiro lugar.
Enquanto Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho discutiam as vendas das ações do segundo para o primeiro, a Rede TV! entrou em colapso. A negociação entre os sócios implicava em cifras astronômicas, obtidas à custa de certa contenção de gasto dentro da emissora, o que acarretou em salários atrasados para os seus funcionários. No fim, todo o barulho não deu em nada. Marcelo levou Luciana Gimenez para descansar com ele no exterior. E Amilcare decidiu sair do estresse renovando os votos do matrimônio com Daniela Albuquerque, na nova mansão do casal. Enquanto isso, funcionários da emissora permaneceram na sede em Osasco. E os salários continuaram em atraso, gerando reclamações de todos os setores, como a da apresentadora Rita Lisauskas, do Rede TV! News, principal telejornal da emissora, afastada de sua função após reclamar da falta de pagamento no Twitter.Já que falamos em Daniela Albuquerque... Não dá pra esquecer a despedida de sua agora ex-colega, Keila Lima. Ao vivo, durante o seu último Manhã Maior, a apresentadora deu tchau para os seus fãs e cutucou a primeira-dama da Rede TV!, ao dizer que saía satisfeita da emissora, por ter conseguido a proeza de ensinar Daniela a apresentar um programa de TV.
Além dos salários em atraso, a Rede TV! sofreu importantes perdas em termos de competições esportivas. A mais significativa, sem dúvida, foi o UFC, agora nas mãos da Globo, que investiu até mesmo em um personagem praticante do esporte, Wallace Mu (Dudu Azevedo), de Fina Estampa.
A Rede TV! levou Hebe Camargo para o seu casting. A saída da loira do SBT causou burburinho, assim como sua estreia na concorrente. Entretanto, após os primeiros programas, cheios de externas e entrevistas interessadas, o nível de Hebe começou a cair. É torcer para que a primeira dama da TV brasileira se recupere o quanto antes e traga de volta os bons momentos de seu programa.
Promessa para 2012
A Rede TV! deve dar início aos seus trabalhos em teledramaturgia, já planejando inclusive uma cidade cenográfica para a minissérie Noronha, de Andrea Dallevo. Pelo sobrenome, dá pra concluir que a emissora vai continuar privilegiando a família...
A Globo levou um Emmy, graças ao Jornal Nacional. Pouco após a festa, entretanto, o telejornal de maior audiência do país surpreendeu o grande público, ao anunciar a saída de sua âncora, Fátima Bernardes. Mais do que não ter mais a presença da jornalista na bancada, o público reagiu ao ver o casal Fátima e Willian Bonner separados. A troca de cadeiras, entre a titular e sua substituta, Patrícia Poeta, também causou incessantes comentários na imprensa e no próprio telejornal, que cedeu espaço para a troca de figurinhas entre as duas jornalistas.
Promessa para 2012
Fátima Bernardes deve estrear um talk-show matinal, no próximo ano. Com isso, a Globo deixará de apresentar programação infantil durante a semana. A TV Globinho, sessão de desenhos da emissora, ficará restrita ao sábado e trará a versão animada do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A Globo pretende levar o público infantil para a TV paga, com a estreia do Gloob, canal destinado aos pequenos.
continua ...
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Daniel Pepe
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domingo, 25 de dezembro de 2011
Retrospectiva 2011
por Duh Secco
Parte I
Parte I
Fim de ano é época de retrospectiva. E o Agora não poderia ficar de fora dessa. Por isso, preparamos um especial sobre o que rolou de melhor e pior neste 2011. Aí estão novelas, programas, astros e estrelas da TV brasileira que foram destaque na mídia no ano que se encerra.
Como sempre, as novelas são destaques na programação das TVs brasileiras, em especial na Globo. O público chiou a respeito da escolha de Fina Estampa para às 21h, classificando-a como trama das 19h. Nenhum preconceito com este último horário. Apenas um estranhamento com a novela de Aguinaldo Silva, calcada no humor, característica não muito marcante nas tramas exibidas na faixa mais nobre da programação global. A novela acabou emplacando, se tornando a maior audiência do horário nos últimos tempos, e colocou Pereirão, alcunha pela qual a protagonista Griselda (Lília Cabral) é tratada pela maioria dos personagens, no vocabulário dos brasileiros.
Já o horário das 18h, exibiu uma trama das 21h. É como os telespectadores veem A Vida da Gente, estreia da autora Lícia Manzo como titular. Depois de transformar um enredo que tinha tudo para ser enfadonho em uma trama comovente, com um ótimo texto e um desenvolvimento apurado, Lícia viu os fãs de novelas se dividirem em duas torcidas: a de Ana (Fernanda Vasconcellos), jovem tenista que entrou em coma após um acidente automobilístico, e a de Manu (Marjorie Estiano), irmã de Ana que criou a sobrinha recém-nascida, e se envolveu com o pai da menina, Rodrigo (Rafael Cardoso), dividido entre o amor de juventude de Ana e a relação madura que desenvolveu com Manuela.
O horário das 18h também nos trouxe a aclamada Cordel Encantado. A dupla Duca Rachid e Thelma Guedes uniu príncipes a cangaceiros e, sob a direção competente de Amora Mautner, levaram ao ar uma das melhores tramas do horário nos últimos anos. Embora recheada de clichês, Cordel Encantado surpreendeu pela estética, pela segurança de seu elenco, e por cenas de altíssimo nível. Entre os excelentes desempenhos do elenco, Zezé Polessa (Ternurinha), Marcos Caruso (Prefeito Patácio), Osmar Prado (Delegado Batoré), a ainda jovem e já tão promissora Bianca Bin (Açucena/Aurora), e o mais novo galã da Globo, Domingos Montagner (Capitão Herculano).
Falando em clichês, Walcyr Carrasco reuniu todos os que permeiam suas obras e os colocou em Morde & Assopra. Assim, tivemos mais um núcleo caipira, casamentos desfeitos à beira do altar, homem travestido de mulher, um bicho de estimação engraçadinho e outras repetições de tramas já exploradas pelo autor em outros trabalhos. A audiência não correspondeu e Walcyr se viu obrigado a alterar os rumos da história. Foi aí que mostrou sua habilidade. Colocou a novela nos trilhos, levando a sofrida Dulce (Cássia Kiss Magro), uma mãe rejeitada pelo filho, ao posto de protagonista. O feito irritou Aguinaldo Silva, autor de Fina Estampa, a novela das 21h, cujo ponto de partida era semelhante. A briga entre os dois autores tornou-se pública. Aguinaldo se dizia plagiado. Ninguém se lembrou de dizer a ele, no entanto, que mãe rejeitada pelo filho existe desde que novela é novela. Ou ninguém de suas relações sabia da existência de Dona Xepa e outras do gênero?Além do talento de Cássia Kiss Magro, Morde & Assopra explorou o novato Anderson di Rizzi, que fez graça com seu Sargento Xavier, o eterno apaixonado por Elaine, ou Élcio (Otaviano Costa), um malandro que para fugir da polícia se disfarçava de mulher. E ganhou o reforço de André Gonçalves, que fez rir com o gay (extremamente caricato) Áureo.
Longe da caricatura, estavam os gays de Tititi, Thales (Armando Babaioff) e Julinho (André Arteche). Ao longo da trama, os dois desenvolveram uma relação madura, que mesmo não tendo se encerrado com o tão falado beijo gay, trouxe cenas importantes e comoveu muito mais os telespectadores do que se tivesse lançado mão do recurso do beijo, que acabou aparecendo em Amor e Revolução, do SBT. O destaque dado ao primeiro beijo lésbico da história da TV brasileira, entre Marcela (Luciana Vendramini) e Marina (Gisele Tigre), foi tamanho que acabou ofuscando a trama central da novela, focada no período da ditadura militar.Outros gays da ficção causaram burburinho em 2011. Foi o caso de Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo), casal de Insensato Coração. A Globo impediu que sequências de maior intimidade entre os dois fossem ao ar, bem como reduziu a campanha pela criminalização da homofobia, um dos merchandisings sociais inseridos na trama de Ricardo Linhares e Gilberto Braga. Ainda assim, a novela chamou a atenção para o assunto, colocando a homofobia e a violência contra homossexuais em discussão.
Quando Insensato Coração estreou, os autores avisaram: tratava-se de um drama envolvendo as mais diversas relações familiares. Foi exatamente isso o que se viu ao longo da exibição da trama, que reverteu à queda na audiência do horário das 21h. Ao final, Wanda (Natália do Vale) matou Norma (Glória Pires), para impedir que esta destruísse o filho da primeira, Léo (Gabriel Braga Nunes). Maior prova de que casos de família, realmente, dão boas novelas.
Gabriel Braga Nunes, aliás, deixou a Record para ganhar status de estrela na Globo, após o bom desempenho com o vilão Léo, de Insensato Coração. Outros que passearam pela concorrente também deram o ar da graça na novela: Lavínia Vlasak, Petrônio Gontijo, Tuca Andrada, Thiago de Los Reyes, Guilherme Leme, Maria Carolina Ribeiro. E agora temos Marcelo Serrado em Fina Estampa.
A Record, por sua vez, levou Beth Goulart e Betty Lago. As duas são estrelas de Vidas em Jogo, novela cujo argumento inicial (dez amigos ganham um bolão da loteria e mudam de vida) ficou em segundo plano, diante de tramas com apelo maior, como a luta de Andreia (Simone Spoladore) contra o HIV e a transexualidade de Augusta (Denise Del Vecchio). A Record, entretanto, jogou a novela pra escanteio, em prol dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. O mesmo com Rebelde, adaptação de Margareth Boury para o texto da Televisa, que começou promissora, mas viu seus índices caírem com as muitas alterações de horário que sofreu. Ainda assim, a novela tem agradado o público infanto-juvenil e seu sexteto de protagonistas emplacou nas paradas musicais. Tal feito garantiu a sua segunda temporada (algo extremamente arriscado em se tratando de Record, vide o esgotamento de Os Mutantes).
Em 2011, a teledramaturgia da Record não intimidou a Globo. Já a linha de shows... Para barrar a quarta edição de A Fazenda, a emissora carioca lançou mão de um novo horário de novelas, cuja duração lembra as das macrosséries. Sem se enquadrar em nenhum desses dois formatos, O Astro, atualização da obra de Janete Clair concebida por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, conseguiu emplacar na audiência e abriu espaço para novas investidas na faixa das 23h. A produção causou burburinho com a atuação de Regina Duarte, amada por uns e odiada por outros, mas conferida por todos. Vale destacar o bom desempenho de Fernanda Rodrigues, provando que seu talento cresceu com ela, ao longo desses anos de carreira.continua ...
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Guilherme Staush
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