Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.



ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

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terça-feira, 16 de agosto de 2011


                         DANIEL PEPE

                          e n t r e v i s t a

      VANESSA GERBELLI 


Mais do que uma talentosa atriz, Vanessa Gerbelli é uma artista multi-facetada. Já participou como cantora de uma banda na adolescência e pinta quadros nas horas vagas (Vanessa é bacharel em pintura). Começou a carreira de atriz em musicais tendo no currículo Pocket Broadway e Cazas de Cazuza. Ainda no teatro participou de uma remontagem de Eles Não Usam Black Tie, ao lado de Eduardo Moscovis e neste mês de agosto estreou numa montagem de Emilinha e Marlene, as Rainhas do Rádio. No cinema atuou, entre outros, em Carandiru e As Mães de Chico Xavier. Começou a carreira televisiva com o pé-direito como a antagonista cômica de O Cravo e a Rosa. De lá pra cá fez papéis importantes entre a Globo e a Record, como a Fernanda de Mulheres Apaixonadas, a vilã Elza de Prova de Amor e a protagonista Alice de Amor e Intrigas. Atualmente vive a sensual Divina de Vidas em Jogo. Vanessa nos concedeu prontamente a entrevista. Fica aqui nosso agradecimento e o desejo de que essa linda carreira continue crescendo e brindando o público com ótimas atuações.
       
      Entrevista elaborada por Daniel Pepe 

    Você estreou na televisão em O Cravo e a Rosa (Globo - 2000) como a antagonista cômica sob a batuta de Walter Avancini. Como não poderia deixar de ser, você sempre o elogia em suas entrevistas. Avaliando hoje, quais as principais marcas que o diretor lhe deixou? Além dele, que outros profissionais você destacaria como tendo lhe ensinado e contribuído de alguma forma para a sua carreira, sejam diretores, autores ou atores?

Como Lindinha em O Cravo e a Rosa
O Avancini me deixou lições como concentração, disciplina, sutileza e entrega. Ele fazia questão das emoções à flor da pele, mas não podíamos ser histriônicos, queria o contrário disso, o que resultava em personagens complexos, instigantes.

Outra influência (esta no teatro) é indiscutível e absoluta: Amir Haddad, com quem trabalhei em As Meninas. Ele deu sentido a todas as minhas inquietações como artista e pessoa, é um mestre. Sempre penso nele em qualquer trabalho que faço.

Domingos Oliveira é outra pessoa que me inspira e move. Adoro seus textos, seu despojamento e sua delicadeza.



Seu papel de maior repercussão em novelas foi a Fernanda de Mulheres Apaixonadas (Globo - 2003). Ela foi responsável pelo merchandising social sobre a violência urbana, mostrando especificamente uma vítima de bala perdida. Você esperava tanta sucesso? Ficou surpresa com o fato de permanecer mais tempo na trama, já que Manoel Carlos pretendia matar a personagem mais cedo?


Sim, muito surpresa. Foi o meu primeiro contato com o estouro que era uma novela das oito de sucesso naquela época. A repercussão e a comoção eram quase assustadoras! Fui arrebatada mesmo. De uma hora para outra, todos queriam saber de mim, saber a minha opinião sobre a violência nas ruas, sobre desarmamento, sobre doação de órgãos... Ficou até difícil o trabalho em determinado momento, mas foi uma bela novela.


Em 2007 veio o desafio de encarar o papel principal de Amor e Intrigas na Record. Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou ao assumir uma protagonista?

A carga de trabalho é muito maior, a demanda da imprensa também. O protagonista é o representante principal daquele time, espera-se mais dele e isso pode se tornar uma pressão grande, mas a experiência em Mulheres Apaixonadas me ajudou a lidar com isso tudo.


Atualmente você interpreta a sensual Divina de Vidas em Jogo. Uma personagem não maniqueísta, já que tem seus defeitos e virtudes. Como você sente a repercussão deste trabalho? Existe a mesma receptividade por parte do público da época em que você fez a certinha Alice de Amor e Intrigas, ou a vilã Elza de Prova de Amor (Record - 2005)?


Acho uma boa repercussão. As pessoas estão discutindo sobre casamento, sobre a importância do dinheiro, o valor da paixão e do amor. Gosto desse caminho. As opiniões são divididas, isso é interessante.


 

Neste mês de agosto você está entrando em cartaz com a peça Emilinha e Marlene, as Rainhas do Rádio. Pode contar um pouco como é a montagem? Pela sua experiência com musicais e sendo também cantora, suponho que haverá alguns números na peça, certo? Pesquisando sobre as duas, a rivalidade foi mais uma fabricação da mídia do que propriamente uma rixa entre elas. Isto será abordado?

Solange Badim (Marlene) e Vanessa Gerbelli (Emilinha)

Sim, a rixa das duas partiu de um plano de mídia, que resvalou na relação delas. São cantoras com temperamentos (e repertórios) muito diferentes. Cantamos uma média de 20 músicas cada uma. Todos os “hits” de Marlene e Emilinha estão lá.

A montagem traz momentos da vida das cantoras desde 1949 até os anos 2000. Inicia com a coroação de Marlene como a rainha do rádio (e a frustração de Emilinha) e vai até 2003, quando elas gravam juntas pela segunda vez.

Traz momentos deliciosos da época do rádio, que naquele momento era um poderoso veículo de cultura de massa, popularizando artistas e transformando-os em mitos.


No recente filme As Mães de Chico Xavier você interpretou Elisa, mulher abandonada que dedica a vida ao filho. Como foi para você mergulhar no tema?  Acredita na doutrina espírita?

Foi bonito, comovente, gratificante. Tenho em Chico Xavier um exemplo de ser humano e as histórias daquelas perdas nos rondavam durante todo o tempo. O roteirista e os diretores estavam muito sensibilizados e queriam fazer mais do que um filme, uma homenagem. Isso para mim tem muito valor.


Você costuma acompanhar novelas? Poderia citar algumas que lhe marcaram?

Não tenho por hábito assistir novelas hoje em dia, mas me lembro com saudade de Roque Santeiro e Renascer.

***
Fotos

O Cravo e a Rosa, Mulheres Apaixonadas, Amor e Intrigas, As Mães de Chico Xavier
Vanessa Gerbelli Fan Site
http://www.vanessagerbelli.vipvirtual.com.br/index.php

Vidas em Jogo, Emilinha e Marlene as Rainhas do Rádio 
Divulgação

10 comentários:

Renata Líbelo disse...

Adoro o trabalho da Vanesa. Ótimo saber que ela está fazendo um musical, ainda mais sobre a vida de Emilinha. Parabéns ao blog!

FABIO DIAS disse...

Vcs sempre arrasando nas entrevistas.
Uma vez Vanessa esteve a 50 cm, de minha pessoa, fiquei perplexo.
Ela veio até o caixa do restaurante que trabalho pedir o telefone para usar. Uma pessoa super simples, e educada!
Um encanto!


Parabéns pela entrevista!

Fábio Dias R.
www.ocabidefala.com

Isaac Abda disse...

Parabéns pela entrevista, pepe... a Vanessa é uma atriz competente, passa emoção, nos faz rir quando a cena pede, enfim ela sabe a fazer a sua história na teledramaturgia brasileira. Contente por saber que a Record tem também bons profissionais em seu casting.

Lúcia disse...

Legal saber que a Vanessa tb é cantora e pintora. Sem dúvida uma ótima atriz que a Globo deixou escapar.

Jovânio Mendes disse...

As personagens da Vanessa sempre ganham um brilho todo especial da atriz. Adorei a Fernanda (Mulheres Apaixonadas), a Elza (Prova de Amor) e a Tancinha (Da Cor do Pecado). Esta última com uma excelente parceria com o Matheus Nachtergaele.
Parabéns ao blog por mais esse ganho!

Leonardo Távora disse...

Taí uma atriz que eu admiro bastante. Bela entrevista, Daniel. Parabéns!!

Daniel Pepe disse...

Valeu, Leonardo! Fiquei mais fã depois dessa entrevista, pois acabei descobrindo coisas boas que não sabia da atriz.

André San disse...

Ela é ótima!
André San - www.tele-visao.zip.net

Telinha VIP disse...

Vanessa figura como uma das melhores artizes da TV. Acho esse papel dela o mais fraco de todos. Espero vê-la em um papel bem mais forte em breve.

Parabéns por mais essa entrevista!

edu vieira disse...

eu gosto da Divina...acho que o mais fraco foi a Alice, a mocinha...conheço a atriz desde Casas de Cazuza...gosto dela, mas achei ela meio fria.