Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.



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terça-feira, 17 de abril de 2012














É sempre uma grande satisfação ter a presença do amigo Daniel Freitas aqui no Agora. Seus textos já criaram bastante identidade com o blog. Desta vez, nosso convidado mais frequente rememora os casais marcantes de nossas novelas. Nossos agradecimentos por mais esta colaboração.




Os casais de sucesso
Fogo e paixão na telinha

O sucesso de uma novela depende de uma reunião de fatores, que vão desde a escalação do elenco até os cenários, figurinos e locações. Um desses elementos, sem dúvida, é a química entre o casal protagonista, algo capaz de atrair a torcida do público, mantendo acesa a chama da paixão ao longo da trama. Quando isso não ocorre, a história pode caminhar para o fracasso ou então mudar completamente de rumo, quando personagens secundários são chamados ao centro e ganham um espaço maior, muitas vezes até roubando a cena e ofuscando os atores principais. A teledramaturgia brasileira está recheada de exemplos de casais bem sucedidos e outros nem tanto.

No ano de 1994, um terremoto chamado Raí e Babalu invadiu o horário das 19h, na novela Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi. O casal romântico vivido por Marcelo Novaes e Letícia Spiller agradou tanto ao público que passou a dominar quase todo o tempo da trama, com direito a beijos calientes e amassos sem fim. Ela sempre de shortinho apertado e ele sempre sem camisa. O telespectador gostou e os atores também, tanto que selaram a união na vida real logo em seguida.

Ainda no princípio da década de 90, Letícia Sabatella e Ângelo Antônio viveram mais um casal inesquecível, a Taís e o Beija-Flor de O Dono do Mundo, de Gilberto Braga. Os dois, que também acabaram se casando, deram um brilho especial à novela, embalados pela canção Codinome Beija Flor, de Cazuza, interpretada por Luiz Melodia.

Impossível falar de casais românticos sem citar Milena e Nando, de Por Amor (Manoel Carlos). Em cenas carregadas de beleza e paixão, como é bem típico do autor, Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis encantaram o Brasil e se tornaram a versão contemporânea do par perfeito. A música tema do casal, Palpite, de Vanessa Rangel, se tornou hit nas rádios e alavancou a venda do CD com a trilha sonora da novela.


Os corações apaixonados também suspiraram por Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas (Murilo Benício) em O Clone, e pelo romance proibido de Marina (Adriana Esteves) e Léo (Maurício Mattar) em Pedra sobre Pedra. Houve ainda casais que fizeram tão bonito no ar que a parceria se repetiu em outras produções. Após viverem os rebeldes Jean Pierre e Aline em Que Rei Sou Eu?, Edson Celulari e Giulia Gam voltaram a se encontrar em Fera Ferida, sob o fogo da paixão entre Flamel e Linda Inês, quando a dupla de atores estava no auge da beleza. Os dois atuaram mais uma vez juntos na minissérie Dona Flor e Seus Dois Maridos, ele como o assanhado Vadinho e ela como a personagem título.


Fábio Assunção e Malu Mader também não ficam atrás quando o assunto é a boa química em cena. O amor vivido pelo casal Inácio e Ester Dellamare em Força de um Desejo segurou o público até o fim da história e a torcida não foi diferente quando ambos interpretaram os jovens André e Paula Lee da minissérie Labirinto. A parceria entre os atores deu tão certo que se estendeu para o cinema, em filmes como Bellini e a Esfinge.


Igualmente bem vindos são os casais que fizeram o público rir até rachar o bico. Dessa lista, fazem parte o Pascoal e a Safira de Belíssima, novela de Sílvio de Abreu levada ao ar entre 2005 e 2006. Debochados e irreverentes, Reynaldo Gianecchini e Cláudia Raia deram leveza a uma história pesada e protagonizaram situações engraçadas nas quais o desejo sempre falava mais alto. Assim também foram Bebel e Olavo, vividos por Camila Pitanga e Wagner Moura em Paraíso Tropical, de Gilberto Braga. O casal foi responsável por grande parte do sucesso da novela e entrou para a galeria dos personagens inesquecíveis. A lista inclui ainda os impagáveis Julião Petruchio e Catarina (Eduardo Moscovis e Adriana Esteves), de O Cravo e a Rosa, trama escrita por Walcyr Carrasco.


Mas nem só de casais de sucesso vive a dramaturgia. Alguns realmente não caíram nas graças dos noveleiros de plantão e passaram o tempo inteiro chovendo no molhado. Entre eles, estão o cineasta Fernando Amorim (Marcos Palmeira) e a empresária Maria Clara Diniz (Malu Mader), personagens da novela Celebridade, que viveram uma paixão para o qual o público não torceu. O mesmo se diz para Sol (Deborah Secco) e Tião (Murilo Benício) em América, de Glória Perez, que não resistiram às mudanças da trama mirabolante e praticamente desistiram de ficar juntos.

Em Desejos de Mulher, de Euclides Marinho, o romance entre Chico Maia (Eduardo Moscovis) e Júlia Moreno (Glória Pires) também não comoveu ninguém. A mesma Glória Pires passou por problema semelhante em Suave Veneno, quando sua personagem Inês/Lavínia fez par com Waldomiro, interpretado por José Wilker. O casal romântico não pegou e, aliado a diversos outros problemas na condução da trama, transformou a novela de Aguinaldo Silva num grande fracasso. Para salvar a história, surgiu na reta final o personagem Mauro, de Leonardo Vieira, na tentativa de se criar um triângulo amoroso, que obviamente não deu certo.


Triângulos amorosos, inclusive, podem funcionar como uma ferramenta para testar a aceitação do público em relação ao casal protagonista. Em Salsa e Merengue, no ar entre 1996 e 1997, tudo caminhava para que a mocinha Madalena (Patrícia França) conquistasse o coração do bonitão Eugênio (Marcelo Anthony). A falta de tempero entre ambos e a inexpressividade da atriz, entretanto, fizeram o público torcer para que o galã ficasse mesmo com Teodora (Débora Bloch), que transmitia muito mais verdade em sua paixão. E assim feito, restou a Madalena contentar-se com Valentin (Marcos Palmeira).

Engraçado é quando nem o triângulo amoroso ajuda. Foi o que se viu em Vila Madalena, de Walter Negrão, transmitida entre novembro de 1999 e abril de 2000. Ninguém entendia o que se passava entre Solano (Edson Celulari), Eugênia (Maitê Proença) e Pilar (Cristiana Oliveira), tamanha a confusão criada com os sentimentos do trio. Não adiantaram nem as cenas calientes, inclusive de nudez, protagonizadas por Celulari e exibidas em pleno horário das 19h. E nem poderiam ajudar muito. Vila Madalena, definitivamente, foi uma novela que ninguém viu.


O contrário se viu no sólido e bem construído triângulo amoroso da recém acabada novela A Vida da Gente, de Lícia Manzo. A ternura que envolveu os personagens Rodrigo (Rafael Cardoso), Ana (Fernanda Vasconcelos) e Manuela (Marjorie Estiano) não deixou ninguém imune. Era um exemplo de jovens, belos e talentosos atores que relembraram as intensas paixões das histórias de antigamente. Até o final da novela, o público certamente se perguntou: com quem será que o Rodrigo vai ficar?


***

4 comentários:

Rafael Barbosa dos Santos disse...

Pois é, tem casais que realmente não dão certo, exemplos recentes, são Maia e Bahuan de Caminho das índias, Helena e Marcos de de viver a vida, e Griselda e Renê de Fina estampa. Acredito que o universo em que o casal esta inserido e as situações nas quais estão envolvidos, é o que faz o publico torcer ou não, muito mais do que química.

Rafael Barbosa dos Santos disse...

http://brincdeescrever.blogspot.com.br/

Telinha VIP disse...

Só discordo com relação a Marina e Leonardo. Achei bem insosso. Difícil ver alguma química em cena em se tratando de Mauricio Mattar. Achei o misto de amor e ódio de Murilo e Pilar muito mais interessante, e até Úrsula com o retratista teve mais química.

operasdesabao.com disse...

Pô, faltou o casal Miguel Falabella e Marcelo Picchi em "Mico Preto"! hehe