Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.



ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Free DHTML scripts provided by Dynamic Drive

sexta-feira, 22 de junho de 2012





LETICIA MUHANA







Dez entre dez aficionados por TV estão sempre de olho nas produções que o Canal Viva costuma resgatar em sua grade. São verdadeiros clássicos da TV Globo, que marcaram gerações e conquistam, a cada dia, novos fãs. A prova de que o público se afeiçoou ao Viva está na repercussão do canal nas redes sociais, além, é claro, de sua alta audiência, o que lhe garante uma ótima posição dentre os canais fechados. Por trás de todo este sucesso, está Leticia Muhana. A diretora do canal concedeu uma entrevista ao Agora, onde comenta sua carreira e seu trabalho a frente do Viva, os programas que compõem a grade do canal e a importância da interação com os telespectadores.




Agradecimento à Sylvia Marques, assessora de imprensa do Canal Viva, que colaborou nesta entrevista.






CONTEÚDO EXCLUSIVO



Duh Secco pergunta
01. Você foi diretora do GNT por um longo período, esteve à frente do GNT Portugal, é consultora de projetos do Globosat e responsável pela direção-geral do Canal Viva. Como é sua relação, de longos anos, com a TV fechada, e atualmente, com o Viva? Sente-se vitoriosa diante do bom desempenho do canal na audiência?

Leticia Muhana, à frente do GNT.
Fui diretora do GNT desde o início do canal até 2011, foram 20 anos. Também estive à frente do GNT Portugal, dirigi por um tempo o SporTV e ajudei na implantação, como diretora executiva, da Globo News. Hoje, além de dirigir o Viva, também colaboro com canais da Globosat na supervisão de conteúdo. A maior parte da minha vida profissional foi na TV fechada. No Viva, o trabalho é delicioso. As escolhas são feitas a partir de conteúdos, primordialmente da TV Globo, de inquestionável qualidade.  O canal é um case de sucesso. O espaço que o Viva conquistou em apenas dois anos é algo inédito na televisão brasileira e trabalhar aqui dá muito orgulho não só para mim como para toda a equipe.


Duh Secco pergunta
02. O Viva estreou em 2010 com a missão de conquistar uma determinada parcela do público feminino. O que vemos hoje, entretanto, é que, além desde objetivo inicial, o canal atingiu outra fatia do público: saudosistas e jovens interessados em antigas produções. De que forma essa repercussão alterou os planos iniciais do canal e influenciou na grade de programação que vemos hoje?

O Viva, hoje, é voltado para a família, com predominância do público de ambos os sexos, com mais de vinte cinco anos. O perfil do assinante se tornou mais amplo e o planejamento de grade foi influenciado por esse movimento. Continuamos com o público feminino cativo de novelas. Mas, por outro lado, as faixas “Viva Rindo” e “Clássicos em Série” têm uma fatia expressiva de homens. No horário nobre, 84% da audiência é composta por homens e mulheres adultos. (Fonte: Ibope Media Workstation / Ambos os sexos com 25 anos ou mais com TV por assinatura (09 mercados em 2012) / Perfil (adh%) / Horário Nobre (19h à 01h) / Período: Janeiro a Maio 2012).


Duh Secco pergunta
03. Com a reprise de Vale Tudo, o Viva se tornou destaque nas mídias sociais. O sucesso se estendeu para o site do canal, com a brincadeira do álbum de figurinhas. Você acredita que esta repercussão na internet tenha sido fundamental para que o canal se firmasse como um dos mais vistos da TV fechada? E como são criadas as brincadeiras desenvolvidas no perfil do canal no Facebook, como as das capas dos LPs?

A cantora Rosana, do hit "O Amor e o Poder".
As redes sociais e a internet são ferramentas fundamentais para a divulgação do Viva. Nossos assinantes têm esses canais como fontes de informação. O site é alimentado diariamente com assuntos sobre a programação, reportagens, curiosidades, trilhas sonoras e promoções. No mês de maio, palavras ligadas ao canal ocuparam os trending topics Brasil do Twitter. No dia 14, três termos ainda entraram para o trending mundial: ‘Rosana’, ‘Amor e o poder’ e ‘Arnaldo Antunes’, todos relacionados ao musical “Globo de Ouro”. O programa tem tido um ótimo retorno de audiência tanto na TV quanto na internet. Sucesso nos anos de 1980, o “Globo de Ouro” marcou o cenário musical da época e deu espaço para a diversidade musical, da Jovem Guarda ao rock, passando pela MPB. No Facebook, nossa página tem mais de 400 mil fãs que recebem novidades do canal todos os dias. As brincadeiras criadas para a fun page são ideias da própria equipe que cuida especificamente desses canais de comunicação no Viva.


Guilherme Staush pergunta
04. Os horários em que as novelas do Viva são exibidas (meio-dia , à tarde, e por volta da meia-noite) fazem com que elas não batam de frente com as novelas da Globo, tanto as do Vale a Pena Ver de Novo, e principalmente com as do horário nobre. É uma imposição feita pela Rede Globo? Existem outras condições que devem ser respeitadas para que o Viva ganhe o direito de reexibir novelas globais?

Os horários das novelas são escolhidos com o objetivo de dar mais opções aos assinantes. Por isso, o conteúdo é exibido em horas diferentes da TV Globo. A intenção é que o público tenha mais alternativas na grade do Viva.


Duh Secco pergunta
05. Os direitos autorais representam um complicador na escolha de reprises do Viva? O que motiva uma segunda reexibição de minisséries como Desejo e Chiquinha Gonzaga ou mesmo da temporada 2000 de Malhação?

Iran Malfitano (Gui), Rafaela Mandelli (Nanda) e Max
Fercondini (Léo): protagonistas da temporada 2001 de Malhação.
Em algumas obras, é preciso que haja um trabalho mais complexo no “clearence” de direitos, especialmente conteúdos muito antigos.  A TV Globo tem um trabalho árduo e longo nesses casos. Sobre as minisséries, elas voltam para atender aos pedidos dos assinantes em razão do sucesso dessas produções em sua primeira exibição no Viva. No caso de Malhação, a negociação da temporada 2001 só foi fechada recentemente e nós vamos exibir esse conteúdo a partir de dezembro de 2012.


Guilherme Staush pergunta
06. Por que razão o canal traz com frequência produções exibidas nos anos 90 pela Rede Globo? Há uma maior dificuldade da emissora carioca em liberar programas e novelas dos anos 80 e 70 ou há um interesse maior do próprio Viva nas produções dos anos 90?

Jean Pierre (Edson Celulari) e Aline (Giulia
Gam): protagonistas do sucesso Q
ue Rei Sou Eu?
As produções dos anos de 1980 também estão nas escolhas do Viva. É o caso, por exemplo, de “Que Rei Sou Eu?”, “Tarcísio e Glória”, “Vale Tudo”, “Cassino do Chacrinha” e “Globo de Ouro”. O conteúdo anterior a 1985 precisa de um cuidado maior em relação à qualidade técnica. Muitas produções necessitam de uma análise mais apurada de imagem e som, por exemplo.


Guilherme Staush pergunta
07. Há um interesse bem grande dos noveleiros saudosistas que frequentam as redes sociais em rever novelas que não foram exatamente um fenômeno de audiência e popularidade, mas que ainda assim fizeram muito sucesso, como Jogo da Vida, Elas por Elas e Corpo a Corpo, para citar algumas. Há alguma chance de novelas como essas serem reprisadas? De que forma as reprises exibidas pelo canal são escolhidas?

As novelas são escolhidas com base nos pedidos dos assinantes e por estratégias de grade do Viva, sempre em conjunto com a TV Globo. As novelas mais pedidas são, no geral, as que tiveram maior sucesso em sua primeira exibição. Mas nenhum conteúdo está descartado.


Duh Secco pergunta
08. Atualmente, o Reviva é a única produção própria do canal. Há planos de desenvolver outras atrações? O que muda na programação do Viva com a nova lei da TV paga, que determina a exibição de conteúdo produzido por produtoras independentes em horário nobre?

Novas produções estão sendo estudadas. A lei está em processo de análise pela Globosat e os canais estão se preparando para adequação da grade às regras. O Viva também, e a ideia é aumentarmos a exibição de conteúdo nacional com a parceira de produtoras independentes.






Duh Secco pergunta
09. Para encerrar, o que podemos esperar do Viva para este ano, além das reprises de Felicidade, A Próxima Vítima e Delegacia de Mulheres? Procedem as informações, divulgadas nas últimas semanas, do interesse de se reprisar Dancin’ Days e Renascer?

Nova York Contra o Crime: cartaz do Clássicos em Série.
Além das novidades já citadas em sua pergunta, o Viva estreou, no dia 14 de junho, a série “Nova York Contra o Crime”. A produção ficou 12 anos no ar nos EUA e ganhou prêmios como o Emmy e o People’s Choice Awards, que elege as melhores produções de TV no país. No Viva, “Nova York Contra o Crime” é diário e entra na faixa “Clássicos em Série” às 21h30. Além disso, o canal continua apresentando, mensalmente, episódios do “Cassino do Chacrinha”. Outras novidades estão sendo negociadas para o segundo semestre e para o ano que vem.








Agora que você já conferiu a entrevista, que tal participar de um quiz sobre o Viva no Facebook? É só aceitar o aplicativo QuizBone e participar. Teste seus conhecimentos sobre o canal e compartilhe com seus amigos!







4 comentários:

André San disse...

Bem legal a entrevista! O Viva é um canal incrível, um deleite para todos nós, amantes de televisão e saudosistas de carteirinha! Rever produções que nos marcaram, mas com outros olhos (afinal, não somos os mesmos de 20 anos atrás) é um exercício fantástico. Muitos anos mais ao Viva!
André San - www.tele-visao.zip.net

Emerson Felipe disse...

O Viva é uma excelente opção alternativa aos interessados de produções mais antigas e na íntegra, algo praticamente impossível no Vale a Pena Ver de Novo.
Apesar de ter gostado de praticamente 90% das escolhas, e ter podido conhecer clássicos como Vale Tudo, ainda acho que o canal precisa ousar um pouco mais, trazendo produções dos anos 70 e exibidas entre 1980-1984. O público-alvo com certeza não vai rejeitar tais reprises por conta de som ou imagem ''inferiores'' às novelas atuais, pelo contrário. E no aguardo também de reprises de novelas ainda não reexibidas na Globo, como Selva de Pedra 1986, Salsa e Merengue, Cara e Coroa por exemplo. O mesmo em relação a novelas que não foram necessariamente grandiosos sucessos mas despertam curiosidade, como Bambolê, Lua Cheia de Amor, Mico Preto, O Sexo dos Anjos e O Dono do Mundo.
Parabéns à equipe pela ótima entrevista!

Anônimo disse...

Gostei das perguntas, pena que na maioria das respostas a diretora do Viva foi evasiva e genérica.
De qualquer forma, fica o apelo para que essas tais questões técnicas de som e imagem que precisam ser apuradas não sejam empecilho para as futuras reprises.
Eu não me incomodo com imagem escura ou envelhecida que porventura programas anteriores a 1985 venham a ter, e pelo que vejo no Video Show imagens de novelas e programas desse período estão em perfeitas condições de serem visualizados e ouvidos.
Me importo com o conteúdo. Espero que o canal saia da obviedade dos anos 90, das novelas re-reprisadas e da segunda metade dos anos 80, e que reprisem clássicos dos anos 70 e novelas como Água Viva, Louco Amor, Pão Pão Beijo Beijo, Elas por Elas, Jogo da Vida, Corpo a Corpo...

Anderson Nogueira xx disse...

Seria legal O Viva exibir uma programação 100% nacional. Nao gosto desses filmes e séries americanas.

Abraço