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sábado, 12 de março de 2011

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Agora é que somos nós!
por Duh Secco



Agora é que são elas. Peraí! Não seriam “eles”? Não. São “elas” mesmo! Falo da novela cujo título inspirou o nome deste blog. Novela esta que muitos não devem lembrar. Ou se lembram, ateiam suas memórias aos problemas de audiência que a trama enfrentou.

É bem verdade que Agora é Que São Elas, estreia de Ricardo Linhares às 18h, não foi lá muito bem. Prometendo muito realismo fantástico (com direito a vaca voando após a explosão de uma tubulação de esgoto), a trama se perdeu diante dos poucos apelos que trazia. A história das mulheres que montam uma cooperativa e lutam pela emancipação do distrito em que residiam, entremeadas pelo amor mal resolvido de Juca Tigre (Miguel Falabella) e Antônia (Vera Fischer), não empolgou. Primeiro porque era bem chato ver os homens da novela tratados como paspalhos pelas mulheres que dominavam a fictícia São Francisco das Formigas; segundo porque o casal Fischer e Falabella destoava por completo, com interpretações que remetiam a trabalhos anteriores de ambos, longe dos tons almejados para os personagens.

Resultado: pouco depois do início da trama, o realismo fantástico desapareceu (embora o prefeito ainda tenha passado um bom tempo roxo), e as tramas amorosas tomaram o lugar do tom político da história, que passou para segundo plano. Léo (Débora Falabella), filha de Antônia, se apaixonava por Vitório (Paulo Vilhena), filho de Juca. Lógico que a certa altura, ambos acreditaram serem irmãos. Tim-Tim (da sempre ótima Zezé Polessa) engravidava do marido Honório (Nuno Leal Maia), discutindo assim os perigos de uma gestação após os quarenta. Numa das cenas mais bonitas da novela, Tim-Tim dá à luz sozinha, em cima de sua cama. Em outra sequência marcante, a jovem Nanda (Jerusa Franco) falece após o carro de Rodrigo e Vanusa (Thiago Fragoso e Preta Gil) colidir contra o da radialista, durante a disputa de um racha. Alertando para o perigo destas competições, a novela ainda trouxe o jovem Bruno (Daniel Ávila) preso a uma cadeira de rodas após um acidente automobilístico. Bruno vivia um romance com a jovem Heloísa (Karla Tenório), filha dos ambiciosos Modesto (Otávio Augusto) e Rutinha (Maria Zilda), responsáveis por bons momentos de humor da novela, como na cena em que a mulher despeja um vidro de perfume sobre um dos vestidos de Van-Van (Marisa Orth), planejando envergonhá-la em uma recepção, sem saber que a esposa de Juca Tigre iria usar outro modelito. Interessante também o entrecho romântico envolvendo os irmãos de criação Fátima (Thaís Fersoza) e Vinícius (Rodrigo Prado), que chegou a suplantar os dois casais principais por um bom tempo.

Agora é Que São Elas foi exibida em 2003 e só deixou saudade em quem teve disposição para seguir com a trama e suas inúmeras reviravoltas, em busca de uma audiência maior. Agora, quase dez anos depois, nós ressuscitamos o nome, devidamente adaptado, e estamos aqui para contar essas e outras histórias.
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9 comentários:

Fábio Leonardo disse...

Eu fui um dos que acompanhou assiduamente "Agora é que São Elas", e curtia todos os capítulos daqueles vários romances. Algumas músicas da época marcaram meus 14 anos, como "Pensando em Você" do Paulinho Moska, que embalava a história de Fátima e Vinícius (de longe, meu casal predileto).

Mesmo assim, a certo ponto da trama, Juca Tigre e Antônia também me conquistaram, bem como Léo e Vitório. Foi uma história muito bem escrita, iniciada com uma proposta que havia dado certo várias vezes e, por incontingências do tempo, falhou. O que não significa que a tentativa foi inválida. Ficou uma novela pouco lembrada pela maioria, mas muito agradável pra quem lhe deu uma chance.

TH disse...

Que excelente texto! E que delicia de blog!! Adorei a iniciativa de vocês, queridões, belo espaço de entretenimento masculino! =D

Parabens!!

Vinícius disse...

Agora É Que São Elas deve ser o meu fracasso favorito. Trash até na abertura. Após a entrada de Thiago Fragoso, e pasmem, Preta Gil (não que tenha a ver com ela), a novela melhorou muito, focou nas histórias do filho bastardo do juca Tigre e deu mais destaque pros relacionamentos da Léo e Vitório, Sol e Pedro, e principalmente Fátima e Vinícius, que era o que eu mais gostava na novela. Aliás, sempre gosto desse negócio de irmãos de criação que se apaixonam e tal. No fim, até o relacionamento do casal protagonista se tornou crivel.

Walter de Azevedo disse...

Acompanhei Agora É Que São Elas da metade para o fim. Gostava bastante, principalmente do entrecho que falava da relação de Juca com o filho até então desconhecido, vivido por Thiago Fragoso. Não foi uma grande novela, mas era bem agradável de assistir.
Duh, ótimo texto e melhor ainda a iniciativa do blog!

Vinícius disse...

Esqueci de dizer. A trilha sonora dessa novela é um espetáculo. Junto a Desejos de Mulher, é a melhor nacional da década. Tudo se encaixava.

José Marques Neto disse...

Boa lembrança do que assisti da novela.
Trilha sonora pop na última, com Ritchie e suas Lágrimas Demais e Moska embalando os devaneios da Thaís Fersoza e aquele ator que fazia seu irmão postiço e parou de atuar na tevê.
A história era diferente do habituée do horário, o elenco bem estelar e a boa direção do núcleo do Talma propunha um visual colorido desde a abertura, passando pelos cenários até chegar ao Juca Tigre todo roxo-batata no hospital.
Muito legal.

O Vitor viu... disse...

Parabéns a todos pela nova empreitada!!! Abraços gerais.

Eddy Fernandes disse...

Não sei se acompanharia essa novela numa reprise, mas em 2003, eu a achava bem divertida e agradável.

O realismo fantástico não me incomodava, apenas estava descontextualizado. Forçação de barra da gota.

Mas depois que a coisa ficou mais açucarada, eu embarquei. Gostava muito de uma trama periférica, a do Márcio Kieling, que trocava os papéis com a esposa. Enquanto ela saía pra trabalhar, ele ficava em casa, de avental, cuidando das crianças.

Ótimo texto! Sucesso pro blog.

Rodrigo disse...

Foi uma novela muito ruim e esquizofrênica. Vera Fischer no papel de uma fazendeira, mas repetindo a Helena de "Laços de Família". Miguel Falabella era o prefeito da cidade, mas repetia o Caco Antibes do "Sai de Baixo". Marisa Orth na pele de uma ex-Miss Brasil era puro deboche com a cara do telespectador.
O clima era totalmente nonsense e de muita loucura, o que definitivamente afastou o interesse do público pela novela.