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ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

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quarta-feira, 9 de maio de 2012













por Duh Secco



Amor Eterno Amor, atual cartaz das 18h, reúne elementos do último trabalho da autora, Elizabeth Jhin. Estão presentes na trama a temática espírita de Escrito nas Estrelas, e núcleos similares ao desta novela, como os personagens do subúrbio reunidos em um único local (antes uma vila e agora um condomínio), profissionais de saúde, uma criança com poderes mediúnicos, e uma vilã interessada na fortuna de seus parentes. Entretanto, a semelhança com a trama de sucesso não é o suficiente para fazer de Amor Eterno Amor uma novela agradável. Apesar da direção segura de Pedro Vasconcelos e Rogério Gomes e do elenco competente, a trama se arrasta em meio aos poucos apelos. Convém ressaltar, entretanto, a presença de Osmar Prado como Virgílio, mais um dos tipos brilhantemente criados pelo ator, e de Cássia Kiss Magro, segura com Melissa. A trama central, conduzida por Míriam (Letícia Persiles) e Rodrigo (Gabriel Braga Nunes) já aponta para uma direção, na resolução de um mistério que permeia a trama desde o início: por onde anda Elisa, o grande amor da vida do protagonista? Ao que tudo indica, Elisa já reencarnou e agora é ninguém menos do que Míriam, com quem Rodrigo está envolvido. A aparição de uma provável falsa Elisa (Mayana Neiva) promete acentuar os conflitos da novela e tirá-la do marasmo dos últimos capítulos.


Estreando como titulares, Filipe Miguez e Izabel de Oliveira apresentam ao público uma novela das 19h como há muito não se via. Cheias de Charme mergulha de cabeça no atual cenário musical brasileiro, dando um tom popularesco para a saga de Penha (Taís Araújo), Rosário (Leandra Leal) e Cida (Isabelle Drummond). As três atrizes estão se saindo bem, mas Taís Araújo tem roubado a cena com os trejeitos que incorporou à personagem. Marcos Palmeira como Sandro e Malu Galli como Lygia garantem boas cenas ao lado de Taís, o que faz do núcleo de Penha o mais interessante da novela em seu atual momento. Também vale ressaltar a abordagem da nova música brasileira, surgida em estúdios improvisados, como o de Cleiton (Fábio Neppo), onde Rosário costuma gravar suas composições. A relação de Rosário com Sidney (Daniel Dantas), seu pai adotivo, também é bonita de se ver. A direção tem dado um brilho extra às sequências de shows envolvendo Fabian (Ricardo Tozzi) e Chayene (Cláudia Abreu). Esta, aliás, tem sido o grande destaque da trama. Isabelle Drummond é a protagonista da trama romântica clássica da novela, mas não tem tido um bom retorno de seus companheiros de cena, Jonatas Faro (Conrado) e Gisele Batista (Isadora). Vale ressaltar ainda o bom trabalho de Alexandra Ritcher (Sônia) e da estreante Titina Medeiros (Socorro).


No horário mais nobre da programação global, Avenida Brasil vem tirando o fôlego dos que acompanham a novela de João Emanuel Carneiro. Após um início arrebatador, a novela embarcou em capítulos mornos, mas voltou a prender o público com o sequestro de Carminha (Adriana Esteves). Nem mesmo o desfecho apressado da trama tirou a genialidade da mesma. As ardilosas armações de Carminha e Max (Marcelo Novaes) dominam a ação e encaminham Nina (Débora Falabella) no rumo de sua vingança. Mas se Avenida Brasil acerta no núcleo central, o mesmo não se pode dizer de suas tramas paralelas. Todo o núcleo do Divino é composto por tipos semelhantes, principalmente na ala jovem, formada por Roni (Daniel Rocha), Leandro (Thiago Martins) e Iran (Bruno Gissoni). O mesmo se pode dizer dos perfis das cabeleireiras Monalisa (Heloísa Perissé) e Olenka (Fabíula Nascimento). As características similares fazem com que os personagens levem o público à exaustão, já que as tramas dos mesmos não se desenvolvem a contento. Mas como para toda regra à exceções, convém ressaltar o bom desempenho de Marcos Caruso (Leleco), Eliane Giardini (Muricy), Juliano Cazarré (Adaulto), Otávio Augusto (Diógenes) e Ísis Valverde (Suelen). E também o desenvolvimento do quadrilátero amoroso que envolve Cadinho (Alexandre Borges), enrascado em sua teia de mentiras, na tentativa de impedir que duas de suas três mulheres, Verônica (Débora Bloch) e Noêmia (Camila Morgado) descubram a infidelidade do empresário.


Quem muda de canal após o término da novela das nove, se depara com Máscaras, na Record. Após um início promissor, que fez brilhar Miriam Freeland como a atormentada Maria, a novela se perdeu em meio ao desenrolar lento e mórbido de suas tramas. As acusações acerca do sequestro de Maria, que colocou Otávio Benaro (Fernando Pavão) e Martim Salles (Heitor Martinez) em choque e fez pairar no ar um intricado jogo nos primeiros momentos da novela, deu lugar a cenas de Otávio em depressão, constantemente ameaçado por seu cunhado. Ficou difícil torcer por um protagonista preso a uma cama. Assim como é difícil torcer pelas mulheres que formam o núcleo encabeçado por Valéria (Bete Coelho). Nos primeiros momentos da novela, todas se reuniam para dançar e falar de homens. Isso até Sônia (Bruna di Túlio) se revelar portadora de um câncer terminal. Sequências mórbidas fizeram piada com a “cantora careca”, em seus momentos finais e mesmo após sua morte, quando as amigas se esqueceram da urna com as cinzas da moça, que haviam prometido jogar no mar. Com todas as amigas no cruzeiro, o humor voltou a dominar a cena. Mas ver várias mulheres disputando um mesmo homem não me parece tão interessante quanto se pretendia ser. O texto de Lauro César Muniz, auxiliado por Renato Modesto e equipe, é bom, mas a direção capenga de Ignácio Coqueiro compromete muitas sequências. A iluminação é falha e muitas das cenas do navio foram comprometidas pelos efeitos ineficazes, como os que exibem o mar na janela das cabines. No capítulo de ontem, Otávio assumiu a identidade de seu cunhado, Martim. Parece que, enfim, Máscaras irá tomar uma direção.


Também na Record, todas as terças, temos Fora de Controle, nova série de Marcílio Moraes. Embora o roteiro esteja centralizado no delegado Medeiros, muito bem interpretado por Milhem Cortaz, os coadjuvantes também garantiram bons momentos ao episódio de estreia. Rafaela Mandelli está segura como Clarice; Alice Assef é sempre uma agradável presença; e Cláudio Gabriel se saiu bem como Brandão, responsável por proferir as maiores pérolas do primeiro episódio, como “minha mãe sempre disse que garoto com nome de anjo só dá dor de cabeça”, ao se referir a Gabriel (Bernardo Mendes), suspeito do crime abordado na trama. O roteiro é simples e eficaz e forneceu provas ao telespectador sem confundi-lo, fazendo com que este atuasse também como detetive. Um exemplo disso foi a cena, no segundo bloco, em que Antônio (Giuseppe Oristânio), padrasto da menina assassinada, pede ao delegado Medeiros (Milhem Cortaz) que arquive o caso. O telespectador mais atento certamente anteviu o desfecho do episódio ali. Destaque para os efeitos especiais e maquiagem, vistos na cena em que o corpo da menina é encontrado e, posteriormente, na perícia do mesmo. Enfim, uma boa opção em termos de série, fora da dramaturgia global.



5 comentários:

Elaine Passoni disse...

Olá Duh.....muito bem colocado as suas opiniões sobre as novelas....ultimamente as novelas das 18 hrs da globo, todas estão sendo escritas de uma forma , q começa bem..e depois empaca...se vc ficar 1 semana sem assistir, nada muda...confesso q não tenho muito ânimo pra ficar assistindo não....é claro q as novelas sempre exageram nas colocações...mas "no mundo dos espíritos", digamos assim...não é bem assim q acontece as coisas como eles pintam..pelo menos é o q eu tenho lido...é tudo mais sublime....até Chico Xavier teve vida propria..e ele era medium conceituado, digamos assim....CHEIAS DE CHARME, acho muito legal...é animada...e Chayene toda espalhafatosa..é q ajuda em tudo isso....espero q a hora q as empregadas conseguirem seus objetivos...não caia o rendimento da novela....Em AVENIDA BRASIL....a trama começou muito bem...dinamica...Adriana Esteves...na minha opinião ta muito bem...faz uma vilã e ao mesmo tempo tem senso de humor....no nucleo jogadores de futebol....tenho a impressão que, estão tentando mostrar um lado muito ficticio....todo garoto..quando se ve na oportunidade de se mostrar para um clube da o sangue em campo....e os garotos lá..so querem saber de bagunça.....mas tbm não sou expert em futebol pra afirmar isso...mas vejam ai os garotos do futebol de hj em dia ....Neymar, Lucas..e companhia limitada.....mas por outro lado mostra o qt existe de falcatruas por trás dos maus empresarios.....e Suuueeeleemmmmm rsrsr...ta matando a pau como Maria Chuteira....as novelas da Record...não assisto não..assisti 1 capitulo so de máscaras..e confesso q não gostei...monotona demais.....e o seriado...achei fora da realidade do Brasil..a abordagem do Gabriel....se um policial faz aquilo com um aparente "bom moço" na frente de tanta gente....ele ia estar nos jornais no dia seguinte....e o delegado...com sede de vingança...não é a figura representativa dos delegados daqui...mas para ser a cópia de um seriado americano...acho q ta de bom tamanho.....bj a todos vcs meninos.....

Daniel Freitas disse...

Excelente panorama das atuais novelas! Gosto muito de Avenida Brasil. Parabéns ao blog!

Rafael Barbosa dos Santos disse...

Adorei o post, e concordei com quase toda essa visão que o texto mostrou sobre as atuais novelas. Está difícil de gostar de Amor Eterno amor, que prometeu muito, mais infelizmente não está cumprindo. Cheias de Charme, é uma maravilha, não tem como não amar. As três Marias, digo as TRÊS, porque todas estão ótimas, cada uma com seu jeitinho me conquistou. Chayene é um arraso e Socorro Hilária, sem falar nos outros personagens que estão brilhando. Avenida Brasil, é outro show, e completa a noite, nos presenteando com uma historia ótima, envolvente e emocionante. Os personagens são incríveis. Carminha, é a grande estrela da novela, uma vilã que dá gosto de ver. há e discordo quanto ao subúrbio, adoro todos os personagens, e não acho eles similares, o Leandro por exemplo é bem diferente de Iran. Monalisa e Olenka, são escandalosas, mais tbm são diferentes. Suélen é o grande destaque do núcleo suburbano. E quanto ao núcleo de Cadinho, apesar de ser uma trama batida, ele e suas tres mulheres estão se saindo bem. A historia é ágil, e muito engraçada. Adoro. Quanto a Record, nada a declarar pois não vejo. Ufa, é isso, show de blog em, parabéns.

Visitem:
http://brincdeescrever.blogspot.com.br/2012/05/o-grande-papel-de-mae-nas-novelas.html

Telinha VIP disse...

Nao sei se Cheias de Charme vai resistir por 200 capítulos, e Máscaras ainda tem muito chão para dar uma guinada.

Kleiton Alves Hermann disse...

Já vimos novela que começaram com problema sendo ajustadas aos poucos. Resta saber se em Máscaras o autores terão essa habilidade, mas me parece que Lauro quer levar sua história como está até o fim.