Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.



ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

Free DHTML scripts provided by Dynamic Drive

terça-feira, 15 de março de 2011





.
.
.
.
.
.
.
Escalar é fácil. Ter no elenco é difícil!
por Duh Secco

Acabo de ler na coluna de Flávio Ricco que Carolina Dieckmann está cotada para a vaga aberta por Juliana Paes, para um dos principais personagens da próxima novela das nove, Fina Estampa, de Aguinaldo Silva. Logo Dieckmann, apontada como uma das causas do insucesso de Passione, onde viveu uma mocinha atípica, conforme definiu o autor da novela em questão, Sílvio de Abreu. Tão atípica que fez o público torcer o nariz e comemorar sua morte, que abriu caminho para o mocinho Mauro (Rodrigo Lombardi) se acertar com a vilã Melina (Mayana Moura). A possível escolha de Dieckmann, após uma personagem fracassada como Diana e pouco menos de três meses do término de sua última novela, não me
parece nada acertada. Ainda mais para uma personagem inicialmente oferecida a Juliana Paes (que Aguinaldo Silve teve a sensatez de liberar), cujo biótipo é bem diferente da atriz que provavelmente será escalada, o que já deve causar um distanciamento entre ela e a personagem, caso esta não passe por alterações no perfil. Onde está o erro? Na desistência de Juliana? Na escalação de Dieckmann? No personagem escrito pelo Aguinaldo? Nenhuma das alternativas está correta.

O grande erro está na forma como os atores e atrizes vêm sendo escalados ultimamente. As panelinhas continuam imperando no Projac e garantem a escalação de um determinado ator por um período considerável, que o impede de entrar em outros projetos. Foi assim com Glória Pires, que passou quase quatro anos longe da TV, do fim de Paraíso Tropical até Insensato Coração. Já em outros casos, atores mal saem do ar e já retornam. É o que foi acontecer com Ísis Valverde, Caio Castro e Christiane Torloni, que logo que concluírem Ti Ti Ti, ingressam em Fina Estampa. Outro problema tem sido a escassez de certos tipos, principalmente de atores com perfil de galã. Fina Estampa, após ter problemas com a escolha da protagonista (mudou de Glória Pires, vetada por já estar reservada para outra produção, para Lília Cabral), sofreu também com os poucos atores disponíveis para seu principal personagem masculino, que acabou com Dalton Vigh. Um Mundo Melhor, próxima das 19h, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, enfrenta dilema parecido.

Ao que parece, estamos entrando também na era do déficit de mocinhas. Não me parece uma opção muito feliz essa da Dieckmann. A personagem pode acabar nas mãos dela mesmo, já que não temos outros nomes. As que não estão escaladas estão grávidas, ou curtem licença-maternidade, ou foram passear na concorrência. Assim fica difícil.

8 comentários:

Guilherme Staush disse...

É isso, Duh!
Realmente nao sei por que a Dieckmann é tao valorizada dentro da emissora. Foi odiada como a Camila de "Laços" (tanto pela personagem quanto por ela mesma), não deu certo como a leona, a vilã de "Cobras e lagartos" (tanto que a Ellen de Tais Araujo acabou pegando o lugar que era dela), e por último foi detestada como a Diana de Passione. Será mesmo que não há opções? Creio que há!

Watson disse...

Tb não sei pq insistem nela! E o pior que ela saiu do ar "ontem". Não aguento essa cara azeda.

Rodrigo disse...

Depois que a Carolina Dieckmann disse numa entrevista que "beija sempre os pés da estátua do Roberto Marinho quando chega ao Projac", não tive mais nenhuma dúvida: ela é medíocre mesmo.

Sobre a valorização da atriz na Globo, é fácil de entender: os diretores sempre dão preferência aos atores que chegam pontualmente, com o texto decorado, mesmo que sejam medíocres.

Pro Dennis Carvalho, por exemplo, uma disciplinada, porém insossa, Paola Oliveira vale muito mais do que uma atriz de gênio difícil como Ana Paula Arósio, que abandona uma produção do nada.

Eddy Fernandes disse...

Pessoa à parte, não acho a Dieckmann uma atriz ruim. É mediana, faz o dela e é responsável.

Honestamente? Tô pouco ligando pra escalação desse elenco. 'Fina Estampa' não me desperta o menor interesse.

fluisdesigner disse...

A Carolina Dieckmann é uma excelentíssima atriz!
Foda-se que diz que Passione foi uma novela ruim, pois na minha opinião deu uma taca feia em Insensato Coração (uma das novelas mais patéticas, sem nexo e graça da história da dramaturgia brasileira).
Em todas as novelas o Antonio Fagundes, a Bete Mendes e a Ana Lúcia Torre são sempre a mesma coisa, nunca muda, completamente o oposto do talento de Tony Ramos, da Fernanda Montenegro e da brilhante atuação de Mariana Ximenes.

Rodrigo disse...

fluisdesigner, mais respeito com a opinião alheia, por favor. O seu "foda-se quem diz" implica nisso. Eu conheço muitas pessoas que não gostam da Carolina Dieckmann e que estão achando "Insensato Coração" melhor que "Passione".

cristian-monteiro disse...

Eu gosto da Dieckmann, atriz, acho que faz bem seu trabalho, não me importo que ela venha em “Fina Estampa”, atores piores emendam uma na outra... Pelo menos ela não é tão ruim...

edu vieira disse...

pra mim a Leona foi a prova de fogo pra ela e infelizmentem , não aconteceu. Como ela é limitada as mocinhas seriam sua praia, mas ela mesmo fez o serviço contra ela sendo antipática com todos, sendo um embrião de Suzana Vieira. Mas se os autores gostam dela,fazer o quê?