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sexta-feira, 1 de abril de 2011

O Clone: não tá valendo a pena?
por Duh Secco

Vez ou outra, a Globo escala novelas de arrasar quarteirão para recuperar os números e o prestígio perdidos com a escolha de equivocadas reprises para a faixa Vale a Pena Ver de Novo. Foi o que aconteceu no início deste ano, quando O Clone, um dos maiores sucessos da última década, substituiu a enfadonha Sete Pecados, responsável por um dos desempenhos mais pífios da história.

O Clone colocou a audiência nos trilhos, como quase sempre acontece nessas ocasiões. Mas diferente de outras tramas de sucesso, que repetiram os bons números em suas reprises, a história que mistura clonagem e muçulmanos ainda não empolgou. Era de se esperar que a novela não levasse os índices às alturas logo de cara, embora muitos acreditassem nisso. Com Laços de Família, outro sucesso arrebatador, foi assim. Trouxe de volta a audiência perdida com Deus Nos Acuda, mas não conquistou médias extraordinárias em seu primeiro mês. A partir do segundo, entretanto, a novela de Manoel Carlos só fez crescer. O Clone parece passar por situação semelhante. A diferença é que a atual reprise já se encaminha para o seu terceiro mês de exibição, mas os índices permanecem idênticos ao do primeiro. Ou seja: apagou o fogo deixado pelo repeteco anterior, mas ainda não incendiou o público, como se previa.

Em fóruns de discussão na internet, os telespectadores apontaram a lentidão da primeira fase como um dos motivos para os números inexpressivos e a fraca repercussão. Porém, a segunda fase já começou e a audiência ainda não reagiu. A novela não mudou. O público talvez tenha mudado, mas não tanto a ponto de se diferenciar daquele que acompanhou a trama de Glória Perez em 2001/2002.

Talvez o contexto seja outro. A abordagem do islamismo era novidade na teledramaturgia. O ataque terrorista de 11 de setembro trouxe uma grande fatia do público interessada em conhecer a fundo a religião dos responsáveis por tal atentado. A clonagem estava em voga e as drogas, outra trama de destaque na novela, ainda não tinha tido uma abordagem tão real como a que teve em O Clone.

E é justamente nas drogas que se encontra a última esperança da reapresentação do momento. Os números podem reagir quando Mel (Débora Falabella) se envolver com substâncias químicas. Vale lembrar que a personagem foi responsável por alguns dos maiores picos de audiência na exibição original, tornando-se tão protagonista quanto Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas (Murilo Benício).

Se O Clone subir, vai chegar ao final de sua reprise como um sucesso. Caso contrário, será sempre lembrada por seu desempenho mediano, similar ao de novelas como Sinhá Moça, que chegou a ser tachada de fracasso, por muitos dos fãs da faixa vespertina, que se ligam em metas de audiência. Resta esperar pela guinada nos índices ou pela escolha de um novo blockbuster para substituir o atual.

4 comentários:

Daniel Pepe disse...

O sucesso ou fracasso de uma reprise muitas vezes é uma incógnita. Podemos fazer algumas suposições, mas é difícil afirmar categoricamente qual a receita para uma reprise ser bem sucedida.

No caso de O Clone, pesa o fato da novela completar 10 anos este ano. Muitos telespectadores do horário, crianças e adolescentes, não conheciam a novela. Pela tradição, os que acompanham a seção gostam de ver novelas das quais se lembram e gostaram. Então, mesmo os que viram O Clone, já não guardam tantas lembranças, muitas vezes tendo a impressão de estar vendo alguma cena ou algum personagem pela primeira vez.

Eu mesmo acompanhei a novela em sua exibição original e gostei muito. Pelo pouco que vi agora não me empolguei, é uma sensação estranha. Senti mesmo que a novela ficou bastante defasada, datada esteticamente antes da hora.

Rodrigo disse...

Eu também acho que a audiência da reprise de "O Clone" está muito aquém da expectativa criada em torno dela. Talvez, se a reprise tivesse ocorrido há uns cinco anos, os números tivessem sido mais expressivos. Mas eu acho, sinceramente, que em dez anos, muitas águas rolaram e, consequentemente, muitas pessoas modificaram seu ponto de vista com relação à novela. O público que viu "O Clone" em 2001, agora mais amadurecido, consegue enxergar melhor alguns defeitos que não viam quando a trama foi exibida pela primeira vez.
Na minha opinião, o Jayme Monjardim não foi muito feliz na fotografia da novela, pois exagerou nos tons laranja, e além disso, o visual de alguns atores e a maquiagem deles na passagem de tempo para a segunda fase não convenceram muito. O Murilo Benício, por exemplo, parecia que usava peruca. Aquilo ficou tão malfeito que tiveram que melhorar depois.
Basta comparar com "Caminho das Índias", que teve uma iluminação melhor, uma estética mais apurada, além de uma direção muito mais caprichada do Marcos Schetchman.
É aí que a gente percebe como o trabalho do diretor pode influenciar decisivamente na qualidade estética e artística de uma novela.

Walter de Azevedo disse...

Bom, vi muito pouco de O Clone em sua exibição original e confesso estar adorando. Gosto muito das loucuras da Glória Perez. Concordo que ocorrem algumas falhas e realmente, a novela ser monocromática é um pouco estranho, mas nada que me incomode tanto. Quanto à audiência, acho que está dentro dos trilho, já que houve uma queda em todos os horários.

everaldo disse...

o clone considerada a novela da decada foi muito elogiada pelo fato de colocar drogas,cutura mulçumana e clonagem humana,que na época foi bem sussedida pela rede globo,e o que os telespectadores querem ver hoje é uma novela mais atual principalmente os jovens.Eu paticularmente acho o clone a melhor novela de todas.