
ARAGUAIA Seguiu seu curso tranquilamente
por Ivan Gomes
Encerrou-se mais uma novela do horário das 18h na Rede Globo. Escrita por Walther Negrão, Araguaia foi uma novela à moda antiga com cenas mais longas, diálogos privilegiando a emoção e uma ótima direção de atores, o que faz muita diferença principalmente nos novatos.
Milena Toscano, belíssima, esteve segura como Manuela e Cléo Pires conseguiu aquele que talvez seja seu melhor momento em TV.
Mas os veteranos, cobras criadas, realmente sabem aproveitar o texto de um autor experiente como Negrão. Lima Duarte, ótimo como sempre, Laura Cardoso, emocionante e Eva Wilma, sempre segura, são exemplos disso.

O último capítulo também foi aos moldes das novelas mais antigas com a maioria dos conflitos já resolvidos e até mesmo o quem-fica-com-quem não causou surpresa, deixando-se como suspense apenas o destino de Max Martinez e o fim da maldição indígena.
Araguaia, se não marcou por altos índices de audiência ou inovação, foi uma novela bem realizada, com belas imagens e um ritmo bem mais lento ao qual a televisão atual desabituou seu telespectador, o que é benéfico, pois a TV também pode servir para relaxar o telespectador e há público para todos os estilos de narrativa.
Novelas como Araguaia são bálsamos que atingem as pessoas certas.
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