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terça-feira, 23 de outubro de 2012

terça-feira, 11 de setembro de 2012
A começar pela já citada relação de Isabel e Laura, que, mesmo sem se conhecerem, já demonstraram que irão enfrentar diversas adversidades juntas. São mulheres à frente do período em que vivem, o que implica em diversos conflitos com as ideias arcaicas de seus familiares e um resquício de preconceito oriundo de outros tempos. No primeiro caso, está Laura, que luta contra a tirania da mãe, Constância (Patrícia Pillar), para poder ministrar aulas de teatro; já Isabel enfrenta a hostilidade de um povo ainda contrário à abolição da escravatura e ao fim da monarquia. Tal posicionamento ficou claro quando Albertinho (Rafael Cardoso), irmão de Laura, saía para brincar o carnaval ao lado dos amigos, não sem antes ser repreendido pela mãe: “Festa de respeito só na Rua do Ouvidor”, disse Constância ao filho. Este ignorou o conselho e partiu para a Gamboa, numa folia em que “tudo era possível”, e que, conforme exclamou um dos amigos do rapaz, eles poderiam se divertir com as mulatas, deixando claro o pensamento mundano relacionado à ex-escravas, que ainda habitava a cabeça dos endinheirados. O preconceito destes resvalava também em escritores e atores, conforme a mesma Constância citou, ao dizer que Laura não deveria agir de forma semelhante às atrizes, rotuladas de desclassificadas; e também no momento que Isabel e Zé Maria (Lázaro Ramos) entram em uma confeitaria, sob os olhares repreensivos dos demais clientes do local.Edgar (Thiago Fragoso). Marjorie Estiano e Camila Pitanga são duas estrelas que abrilhantam todas as cenas que participam; Milton Gonçalves é uma grata presença com seu simpático Afonso; e Isabela Garcia acertou na comicidade de sua Celinha, a solteirona que desmaia ao ver a sobrinha, Laura, ensaiando um beijo, enquanto interpretava uma personagem de Aluísio Azevedo. Disputando o coração de Isabel, estão Zé Maria e Albertinho. O primeiro, muito bem defendido por Lázaro Ramos, é marginalizado por sua condição social e também por lutar capoeira, esporte difundido por seus antepassados; o segundo, do bom ator Rafael Cardoso, não parece tão correto quanto Zé Maria, mas a julgar pela cena em que defende Isabel de seus amigos mal-intencionados, promete ser um rival à altura para o ajudante de barbeiro. No segundo capítulo, levado ao ar hoje, novos personagens foram introduzidos e mostraram que o elenco, como um todo, está bem afinado. Guilherme Piva (Delegado Praxedes) e Susana Ribeiro (Tereza) prometem formar um engraçado casal. A atriz saiu-se bem na mudança de comportamento de sua personagem: cômica na presença do marido; amendrontada diante dos desaforos de Constância: e mentindo à Laura, a quem demitiu por imposição da mãe da jovem. Agradavéis presenças também de Bia Seidl (Margarida), Christiana Guinle (Carlota) e Beatriz Segall, ótima como Madame Bensançon. Nome, aliás, advindo da personagem vivida por Henriette Morineau em Escrava Isaura, sucesso de Gilberto Braga, supervisor da nova novela, exibida em 1976.
terça-feira, 19 de junho de 2012
terça-feira, 18 de outubro de 2011
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A trama não trouxe grandes novidades, é bem simples (e romântica) por sinal, uma história de amor bem tradicional para quem esperava algo de mais extravagante em se tratando de Miguel Falabella. O grande diferencial é a maneira com que a história está sendo contada. A narração (do próprio Miguel) apresentando as personagens e suas histórias foi um grande acerto. Além de o público ter a oportunidade de conhecer de forma mais aprofundada o perfil das personagens logo de cara, evitou os recorrentes clichês pra lá de didáticos que são típicos do primeiro capítulo de uma novela, e que tanto chateiam os telespectadores mais exigentes. E a voz, já bem familiar do autor, aproxima ainda mais o público da história.
O núcleo de Mãe Iara (Cláudia Jimenez) e Joselito (Bruno Garcia) foi um dos grandes destaques do capítulo. A farsante mãe-de-santo, que acusa impiedosamente seu ajudante de ter sido o culpado pela morte de sua mãe, ocorrida na porta de sua casa, promete render ótimas cenas de humor. Bruno é sempre ótimo fazendo comédia, e Cláudia, apesar de nos últimos anos ter assumido uma constante expressão trágica em seu rosto e um jeito de falar mais melancólico ainda, faz render o ótimo texto do autor, resultado de uma parceria de anos.
Outro destaque fica por conta da abertura da novela, que exibe uma sequência de cenas de beijos marcantes da teledramaturgia brasileira, como os de Sassá Mutema e Clotilde em “O Salvador da Pátria”, de Amanda e Herculano Quintanilha em “O Astro” e de Jade e Lucas em “O Clone”, entre outros.CLIQUE AQUI e confira a entrevista exclusiva com o autor Miguel Falabella, realizada pela equipe do AGORA.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O Astro estreia em ritmo alucinante
por Daniel Pepe
já fez com que a atenção do telespectador não desgrudasse da telinha, atento a cada detalhe, desde as imagens esotéricas esvoaçantes até os créditos que não colaboram com os míopes. Como a original, foi permeada pela onipresença do astro ao som da linda “Bijuterias” de João Bosco. Maior destaque poderia ser dado ao nome de Janete, que, em letras minúsculas, ficou relegado em relação aos demais.
gens foram apresentados em meio a essa rapidez, que culminou em passagens de tempo e vários acontecimentos, deixando, em muitas cenas, um gostinho de “quero mais”, instigações de como e/ou o porquê de alguns fatos terem ocorrido. Como na ótima participação de Francisco Cuoco na pele de Ferragus, o mentor de Herculano (Rodrigo Lombardi) na prisão, que poderia ter sido mais bem explorada. Entretanto, pelo que já se sabe, o personagem ainda reaparecerá.
iteta bem sucedida que já se viu encantada por Herculano – e Regina Duarte – a perua esposa de Salomão –, por terem conseguido se despir do estigma a que estavam sujeitas nos últimos papéis. Já Daniel Filho destacou-se mais por estar fazendo uma homenagem ao folhetim original, onde ele foi o diretor, do que propriamente por demonstrar algum destaque na interpretação. Guilhermina Guinle e Marco Ricca fizeram dois tipos bem característicos na recente Ti Ti Ti e já demonstraram ter encarnado bem as respectivas personagens. Outras atuações ainda devem mostrar a que vieram, embora, mesmo com a pouca amostra, já dêem sinal de que será coisa boa, como Fernanda Rodrigues e Rosamaria Murtinho, que estava fazendo falta na televisão.
ar de ser, um elemento janetiano bem característico fechou o capítulo: o gancho de Márcio ficando nu em frente aos convidados da festa na casa de Salomão.quinta-feira, 5 de maio de 2011
“Vidas em Jogo”, novela escrita por Cristianne Fridman e dirigida por Alexandre Avancini estreou ontem pela Rede Record, registrando 11 pontos de audiência em pouco mais de uma hora de exibição, sem intervalos. A trama não apresenta exatamente um protagonista, mas várias histórias em núcleos de igual importância, sendo que o grande protagonista é o bolão da loteria que vai unir seus dez ganhadores, como faz questão de explicar a autora da novela, já entrevistada por esse blog (Ler entrevista).
O capítulo inicial apresentou um pouco de tudo, misturando os ingredientes básicos para conquistar telespectadores de todos os gostos: atores jovens e bonitos em sua maioria, uma vilã que já mostrou a que veio, cenas sensuais, muita música e dança, e até um cachorrinho que faz graças. Claro, não faltaram as tradicionais cenas de ação, requisito básico para uma novela da emissora. Já nos primeiros minutos, Francisco (Guilherme Berenguer) encontra-se nos Lençóis Maranhenses em busca dos irmãos perdidos, e é perseguido por dois jagunços do dono das terras onde se encontra. Um pouco depois, Ivan (personagem do ótimo Silvio Guindane) é também perseguido pelas ruas por um agiota, a quem deve muito dinheiro. Na seqüência, a taxista Andrea (Simone Spoladore) é agredida por um grupo de colegas taxistas (!?) por pegar um passageiro no ponto deles.
O capítulo cumpriu com o trivial: apresentou bem as personagens, seus conflitos e suas aspirações, desde a mais simples à mais ambiciosa. A gordinha Margarida (Amandha Lee) sonha em ganhar uma bolada na loteria para fazer uma lipoaspiração e conquistar o homem dos seus sonhos. Em contraponto, a ambiciosa Regina (Beth Goulart) não mede esforços para despejar os moradores de um prédio velho do qual ela é proprietária na base da violência. Uma atitude pouco justificável, pelo menos até o encerramento do primeiro capítulo. Beth é uma ótima atriz, mas parece que ainda não encontrou o ponto de equilíbrio da personagem, que oscila entre a vilã caricata e a mãe amorosa e dedicada. O tom formal dado pela atriz nas cenas de vilania ficou um pouco artificial. Se a ideia era reduzir o tom maniqueísta da personagem, por vezes pareceu que víamos duas personagens diferentes em cena, e interpretadas por duas atrizes distintas..
Vale destacar os bons desempenhos dos personagens que formam o triângulo principal: Guilherme Berenguer, Julianne Trevisol e Taís Fersoza, que coincidentemente pode ser vista como filha de Beth Goulart também na reprise de “O Clone”, na Globo. terça-feira, 22 de março de 2011
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Estreia de Rebelde não causa alarde
por Daniel Pepe
Estreou ontem na Rede Record, na faixa das 19h, a adaptação brasileira do original mexicano Rebelde. A autora Margareth Boury e sua equipe imprimiram um ritmo ágil ao primeiro capítulo, sem deixar os acontecimentos atropelados. A ausência de intervalos comerciais, como é de praxe no início das novelas da emissora, e a linguagem videoclipada também contribuíram para que o telespectador não mudasse de canal. Os protagonistas foram bem apresentados e suas histórias aparentemente serão ligadas através do colégio que será cenário da história.
O início do capítulo foi uma menina dançando no palco de uma festa, que de repente é invadida por um sujeito pilotando uma moto. Em seguida veio a legenda identificando que seria mostrado o que aconteceu algumas horas antes. Portanto, logo de cara o telespectador é provocado a pensar qual seria o motivo daquela primeira cena. Não demora muito para entender-se que se trata de um rapaz revoltado com a morte do pai, pela qual jura vingança. É Pedro (Micael Borges), menino pobre que mora com o irmão caçula e a mãe Beth (Cláudia Lira).
Foi introduzida também a história de Roberta (Lua Blanco), focando na sua relação com a mãe Eva (Adriana Garambone), com quem tem pouca diferença de idade. Se por um lado Roberta demonstra ser independente e mais moderna que a mãe, por outro, precisa se render ao fato de ser menor e ainda depender de algumas decisões de Eva. Apesar desse antagonismo entre as duas, a cumplicidade e o companheirismo parecem estar presentes. A chegada do pai, sugerida por um telefonema onde ele requer a guarda da moça, promete acentuar os conflitos do núcleo.
Em contrapartida, Diego (Arthur Aguiar) tem uma relação de submissão em relação ao pai, Leonardo Maldonado (Juan Alba). Por se sentir pressionado a ter um destino profissional com o qual nunca sonhou, encontra refúgio na bebida. Seria uma boa oportunidade para o tema alcoolismo na adolescência ser tratado, de preferência sem didatismos nem exageros.
Esses três jovens personagens ingressarão no colégio Elite Way, instituição que zela por uma rígida educação e é sustentada pelas famílias ricas da maioria de seus alunos. Um deles é Alice (Sophia Abrahão) que já mostra, na recepção à caloura Vitória (Pérola Faria), que essa educação pode não ter os alicerces seguros que os pais dos alunos tanto confiam que tem. Na apresentação ao colégio, Alice convida Vitória para nadar de calcinha e sutiã. Não demora muito para que sejam surpreendidas por Tomás (Chay Suede), que se junta às duas de cueca na piscina. Tomás é neto de Ofélia (Eliana Gutman), que o matricula no colégio na esperança de que receba a educação “vendida” pelo diretor Jonas (Floriano Peixoto), que não liga à mínima para comportamentos rebeldes, desde que as famílias que pagam as polpudas mensalidades não desconfiem.
O capítulo é encerrado com a tal festa da primeira cena, que ocorre no colégio. Alice sobe no palco e realiza um striptease, chocando a todos, especialmente Jonas que se vê em apuros temendo perder a clientela. Quando Pedro chega com a moto, nota-se uma tensão entre os dois, sugerindo um provável envolvimento amoroso. Para completar, o homem a quem Pedro jura vingança pela morte do pai, é Franco Albuquerque (Luciano Szafir), pai de Alice, que chega à festa de surpresa.
Outros personagens também foram apresentados, não tendo ficado perfeitamente clara a ligação entre todos e as histórias. Mas nada que tenha comprometido o que foi importante de passar nessa estreia: a apresentação dos protagonistas com seus conflitos principais. A audiência de 9 pontos foi pouco expressiva, apesar do sorteio realizado no final do capítulo, que deu um automóvel e cinco notebooks a quem respondesse corretamente que fora mostrado algumas vezes no vídeo um avatar pequeno de Roberta.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Morde & Assopra: estreia correta.
por Guilherme Staush
A estreia de Morde & Assopra, de Walcyr Carrasco, a nova novela das 7, foi o grande acontecimento do dia de hoje na Rede Globo. É a sétima novela do autor. Walcyr é o autor que mais escreve novelas dentro da emissora carioca nos anos 2000, e agora tem a difícil missão de substituir uma das novelas de maior sucesso, em audiência e popularidade, dos últimos anos: o remake de Ti Ti Ti.
O capítulo começou com uma narração em off feita pelo ator Mateus Solano, um dos protagonistas da trama, dedicando a novela aos japoneses, vítimas dos terríveis acontecimentos que não saíram das manchetes dos telejornais nos últimos dias.
O capítulo focou nas tramas principais da história. Uma delas é a de Júlia (Adriana Esteves), uma paleontóloga que foi ao Japão fazer escavações e encontrou um réptil marinho com chifres, de origem desconhecida. Juntamente com ela, estavam seus companheiros, o escudeiro Cristiano (Paulinho Vilhena) e a traidora Virgínia (Bárbara Paz).
Outra núcleo principal é o de Abner, o proprietário de uma fazenda no interior de São Paulo que sofre uma ameaça de perder suas terras.
O telespectador também foi apresentado a Ícaro, um cientista que está em Tokyo para contatar um especialista em robótica, na tentativa de criar um robô com as características de sua mulher, Naomi (Flávia Alessandra), que desapareceu durante um naufrágio. Ìcaro quer que o robô possua as mesmas características dos humanos, ande, fale, e acima de tudo tenha sentimentos. Certamente, o desaparecimento de Naomi, cujo corpo não foi encontrado, é uma das grandes surpresas da novela: a moça deverá reaparecer, causando muita confusão depois de Ícaro já estar completamente apaixonado por sua “sósia futurista”.
O capítulo terminou com o encontro do par romântico central, Júlia e Abner, após a volta da paleontóloga ao Brasil, já que, por incrível que pareça, ela desconhecia a existência de ossos de dinossauros dentro de seu próprio país.
A união de passado (retratado pela paleontóloga Júlia) e futuro (através do cientista Ícaro) é a grande atração da novela, que promete muito romance, humor e suspense no decorrer de seus próximos capítulos.
O capítulo de estreia foi bem ágil, redondo, correto, marcado por boas atuações. Além disso, é quase que um alívio ver Walcyr Carrasco respirando sem os pulmões de Jorge Fernando, que vem mostrando uma direção rançosa, e transformando cada cena das novelas que dirige em um circo.
Muito mais eficiente é a direção de Rogério Gomes, valorizando o texto do autor e a interpretação dos atores.
Outro ponto positivo foi a escolha do elenco. Bem acima da média se comparado ao das novelas anteriores do mesmo autor. Os atores principais Mateus, Adriana e Pasquim mostraram um ótimo desempenho nesse primeiro capítulo.
Paulinho Vilhena foi uma ótima surpresa, fazendo um dos membros da equipe de Júlia, levemente gago, tímido e apaixonado por sua mestra. Como ponto negativo, fica a atuação da fraquinha Vanessa Giácomo, que não perde o jeitinho da “cabocla” Zuca, papel que lançou a atriz na televisão.
Merece destaque, também, a abertura da novela: uma animação que mostra uma robô e um dinossauro brincando de morder e assoprar, remetendo ao título da trama.
Espero que a novela continue nesse ritmo: sem exageros e sem o habitual humor pastelão, típico das últimas novelas das 7, e livre dos habituais clichês que caracterizaram várias novelas do autor: porquinhos no chiqueiro, vilãs caricatas e guerra de tortas de chocolate na cara.



















