Ele se formou administrador de empresas. Não estando totalmente satisfeito com a escolha profissional, tornou a se sentar em uma cadeira na faculdade, desta vez no curso de sistema de informação. Esta é apenas uma das muitas amostras do espírito jovem e sempre aberto a mudanças de Renato Bonifácio, nosso convidado de hoje. Tão receptivo a novas experiências que decidiu, pela primeira vez, escrever um texto sobre televisão. O resultado dessa investida vocês conferem agora.
por Renato Bonifácio
Como produto audiovisual que esse ano completa 42 anos no ar, o Jornal Nacional já sofreu e sofre constantes modificações, críticas e elogios. Também teve as suas ‘escorregadas’ na cobertura jornalística que de certa forma arranham a história da imprensa como, por exemplo, no resumo do debate eleitoral entre Collor e Lula ou no caso das Diretas Já em 84. Mesmo assim, essas passagens são importantes e nos ajudam a entender o quanto é necessária a existência de uma imprensa ética e responsável, onde a liberdade de expressão é a base constante para uma produção noticiosa feita por profissionais capacitados e compromissados com a sociedade.
Bastante copiado pelos seus concorrentes, o JN se difere dos outros telejornais não pelas notícias e matérias exibidas e sim pela competência de sua equipe e pela estrutura que abrange todo o Brasil e o mundo. Outra característica do Jornal Nacional é o fato dele estar antenado nas novidades tecnológicas e a convergência midiática proposta pela web. Uma prova disso é o site que está hoje no ar (http://g1.globo.com/jornal-nacional/). Baseado no formato de telejornalismo norte-americano, o JN soube se reinventar e mostra para o telespectador a importância de humanizar as notícias, deixando o jornalismo mais informal de maneira a aproximar os fatos do dia ao cotidiano do telespectador.
O programa que já foi apresentado por vários jornalistas da casa, já passou por algumas gafes, uma delas quando o apresentador William Bonner encerrou o jornal dando ‘boa noite’ antes da hora, se retratando em seguida e dizendo que ainda havia muitos assuntos a tratar. Uma outra curiosidade do jornal é que o estúdio que aparece ao fundo do cenário é o mesmo onde foram gravadas cenas históricas como o assassinato de Odete Roitman (Beatriz Segall), em Vale Tudo e a descoberta do assassino Adalberto (Cecil Thiré) em A Próxima Vítima.
Por tudo isso que o Jornal Nacional, o telejornal de maior audiência do país, editado e apresentado pelo jornalista que é a personalidade que recebe a segunda maior nota na escala de ‘confiabilidade’ entre todos os brasileiros, segundo pesquisa da Datafolha, merece todo meu respeito e credibilidade.