Eles escrevem as novelas que vemos diariamente na TV, mas bem antes de virarem autores, foram (e ainda são) telespectadores, como nós. Quais são as lembranças, quais as novelas e cenas que marcaram os profissionais dessa nossa usina de sonhos?
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O “Agora” resolveu unir grande parte deles, para juntos comemorarmos os 60 anos da telenovela brasileira. Independente das homenagens prestadas e dos homenageados, o importante é festejar a verdadeira estrela desse encontro: a própria telenovela.
Pedimos aos autores que relembrassem uma novela marcante desses 60 anos, que explicassem o motivo da escolha, e sugerissem uma atuação e uma cena inesquecível dessa novela. O resultado foi uma grande surpresa, carregada de grandes e emocionantes recordações.
Agradecemos a todos os autores que colaboraram com esses depoimentos exclusivos para o “Agora é Que São Eles”.
ALCIDES NOGUEIRA
Razão da escolha: Lauro contou, com brilhantismo, a saga de Antônio Dias, costurando a trajetória desse personagem com a história do Brasil.
Uma atuação ou uma personagem marcante dessa novela: Tarcísio Meira, como Antônio Dias.
Uma cena inesquecível dessa mesma novela: O reencontro de Antônio (já separado de Cândida) e Marina (Renee de Vielmond), o grande amor da vida dele.
MIGUEL PAIVA
Razão da escolha: Dramaturgia de primeira qualidade contando um momento histórico do país, São Paulo, a influência italiana... Por aí.
Uma atuação ou um personagem marcante dessa novela: O inesquecível Raul Cortez ao lado da Janete de Ângela Vieira.
Uma cena inesquecível dessa mesma novela: Todas as cenas que reproduziam a São Paulo da época.
MARGARETH BOURY
Razão da escolha: Era divertido, tinha o toque de mestre do Dias Gomes (depois o de Aguinaldo Silva), um elenco maravilhoso e uma trama pra lá de boa!
Uma atuação ou uma personagem marcante dessa novela: Regina Duarte saindo do tipo namoradinha do Brasil e arrasando como a viúva Porcina.
Uma cena inesquecível dessa mesma novela: A praça da cidade com o Zé das Medalhas (Armando Bógus).
LAURO CÉSAR MUNIZ
Novela marcante/inesquecível: Beto Rockefeller (1968), de Braulio Pedroso.
Razão da escolha: A novela é um marco de renovação da telenovela brasileira, apontando caminhos para o futuro. Deveríamos hoje voltar ao Beto para reinventar a novela que está tão desgastada.
Uma atuação ou uma personagem inesquecível dessa novela: O personagem do Luiz Gustavo, Beto Rockefeller, que trazia um delicioso e cômico bicão para o centro da trama, ignorando heróis e vilões estereotipados.
Uma cena inesquecível dessa mesma novela: O bicão Beto cantando a personagem da Maria Della Costa.
RENATA DIAS GOMES
Novela marcante/inesquecível: Que Rei Sou Eu? (1989), de Cassiano Gabus Mendes.
Razão da escolha: Foi das novelas mais marcantes da minha infância. Colecionei o álbum de figurinhas, me vestia como os personagens. Adorava!
Uma atuação ou uma personagem marcante dessa novela: Aline (Giulia Gam) e Jean Pierre (Edson Celulari).
Uma cena inesquecível dessa mesma novela: Não consigo lembrar de uma cena específica. Lembro de flashes do bobo da corte (Stênio Garcia), da rainha (Tereza Rachel) gritando "Ravengar!" e de Aline e Jean Pierre juntos. Eu era muito pequena e lembro mais da sensação de adorar e acompanhar a novela do que de cenas propriamente ditas.
MARIA ADELAIDE AMARAL
Razão da escolha: Nem sempre é mencionada e foi uma das melhores novelas dos anos 80.
Uma atuação ou uma personagem inesquecível dessa novela: Tarcísio Meira deu um show!
Uma cena inesquecível dessa mesma novela: A morte do personagem de Tarcísio nos braços de Bruna Lombardi.
Aguardem a segunda parte deste especial, com novos depoimentos ...
VÍDEO ESPECIAL
O "Agora" produziu um vídeo especial com as homenagens dos autores e cenas das novelas relembradas. Confira!
SEGUNDA PARTE
VÍDEO ESPECIAL
O "Agora" produziu um vídeo especial com as homenagens dos autores e cenas das novelas relembradas. Confira!
SEGUNDA PARTE
CLIQUE AQUI para ver a segunda parte do especial, com os depoimentos de Ana Maria Moretzsohn, Cristianne Fridman, Manoel Carlos, Marcilio Moraes, Ricardo Linhares, Sílvio de Abreu e Walcyr Carrasco.