por Daniel Pepe, Duh Secco e Guilherme Staush
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sábado, 17 de setembro de 2011
por Daniel Pepe, Duh Secco e Guilherme Staush
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Nosso convidado da vez é o rio-pretense Fábio Dias, gerente administrativo de um restaurante em São Paulo especializado em culinária libanesa. Ele também comanda o recomendado O Cabide Fala, blog que aborda moda, cultura, lazer, entre outras coisas. Fábio está sempre atento aos números de audiência divulgados pelo Ibope, o que serviu de motivação para o texto que gentilmente nos concedeu. Fica aqui o nosso agradecimento também pela força que sempre dá ao blog!
Há quem diga que
quando uma novela estreia após um fracasso, ela demora um pouco a subir. Mas eu
sou da opinião que suceder um fenômeno como foi Ti-Ti-Ti às vezes é muito mais
difícil. Morde & Assopra sofreu certa rejeição antes mesmo da estreia.
Desde quando foi anunciado o nome provisório “Dinossauros e Robôs”, a trama
virou motivo de piada e até chamada de “Mutantes da Globo”.Após um primeiro capítulo interessante, com direito a terremoto no Japão, elogiado por muitos e com uma alta audiência (33 pontos), a novela desabou no ibope. Os índices chegaram a 24 pontos semanais. Muitos foram os problemas, tramas desnecessárias, a rejeição à robô Naomi, aos sonhos da protagonista com dinossauros, ao sotaque exagerado dos núcleos caipira e japonês, a tramas e personagens repetidas. O sinal vermelho foi acionado!
Assoprou
O experiente autor Walcyr Carrasco alterou o tom da novela, interferiu na edição, acelerou algumas tramas, esfriou outras, a robô foi desligada e a verdadeira Naomi voltou. Fez de Cássia Kis Magro a protagonista da novela e de Adriana Esteves sua melhor amiga. O núcleo de Dulce tornou-se o maior destaque da novela. A proposta inicial de comédia virou um dramalhão. Vale destacar também a entrada de Áureo, personagem muito bem defendido por André Gonçalves.
Nos gráficos acima podemos verificar os baixos números de Morde & Assopra em seu início e sua volta por cima. Ti-Ti-Ti sempre manteve uma audiência linear sem grandes alterações, não sofreu com baixos índices, mas, também não teve uma audiência alta, como a atual vem obtendo em seus últimos meses.
E pra vocês? Como se explica o sucesso de Morde & Assopra mesmo sendo massacrada pela mídia?
domingo, 21 de agosto de 2011
MATEUS SOLANO
Eu não menosprezo a TV e tenho respeito pela enorme importância da novela para a cultura brasileira. Novelas são mais voltadas para o entretenimento, e são feitas para um público tão grande que precisam ter algumas regras e limites nessa forte identificação que o público constrói com os personagens.
No teatro, e também no cinema, se pretende discutir mais a fundo o ser humano, levantar questões polêmicas, movimentar o mundo. E com uma liberdade absoluta. Muitas novelas conseguiram fazer isso! Mas a TV hoje brinda o espectador com o que ele já conhece, e ama!
São veículos diferentes. O teatro é a casa do ator. É onde ele mais aprende, inclusive para fazer TV.
2. Diferente de alguns atores, você nunca havia tido um personagem fixo em uma novela, até protagonizar “Viver a Vida”. Fez alguns episódios de diferentes seriados e pequenas participações em novelas (chegou, inclusive, a fazer dois personagens diferentes em “Paraíso Tropical”). E já na primeira novela com papel fixo, encarou um grande desafio: fazer os gêmeos Jorge e Miguel numa novela das 9. Isso normalmente significa um “tudo ou nada” na carreira de um ator dentro da Globo. Você estava bastante seguro, na época, pelo fato de já ter tido bastante experiência em teatro, ou teve medo desse grande desafio de fazer esses dois protagonistas logo de cara? .
3. Em entrevista à jornalista Marília Gabriela, no GNT, você fez a seguinte declaração: “Com a fama, a intimidade das pessoas aumenta em relação ao que elas pensam que eu sou, e não ao que eu realmente sou, e isso não é bom”. Como você convive atualmente com o peso da fama? O que é que mais te incomoda pelo fato de você ser famoso?
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5. Ainda que “Morde & Assopra” seja uma novela das 7, horário caracterizado pelas comédias rasgadas, percebe-se nitidamente que as tramas dramáticas ganharam bem mais destaque no decorrer da novela, como a de Dulce (Cássia Kiss Magro) e a de Alice (Marina Ruy Barbosa), ambas envolvidas em dramas familiares. Isso mostra que o público ainda quer “mais do mesmo”, rejeitando as tramas mais inovadores e cômicas da novela. Qual sua percepção disso?
Para inovar é preciso aceitar um pouco de rejeição, pelo menos no início. A TV Globo inova muito nas suas minisséries à noite, mas precisa de seu público fiel durante o dia. Portanto o IBOPE vai dizendo se esse ou aquele tema está dando certo. Acho que o público de novela gosta de assistir o que já conhece e adora. Revistas contam tudo o que vai acontecer no mês seguinte; o público compra a revista, sabe o que vai acontecer, e vai pra TV assistir aquilo que já leu. Porque ele sabe o que vai sentir. O brasileiro trabalha o dia inteiro e, quando chega em casa, quer ligar a TV e relaxar com uma história gostosa, feita pra ele.
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BATE-BOLA
sexta-feira, 17 de junho de 2011
por Daniel Pepe e Duh Secco
Irritante a ex
posição excessiva de Ronaldo nos programas da Globo. O “Fenômeno” (de mídia e não de futebol) esteve presente em quase todas as atrações da emissora na semana em que se despediu dos gramados. O intuito da Globo parece ser mesmo o de promovê-lo a comentarista da casa. Mas a julgar pelo desempenho de Ronaldo nas inúmeras atrações das quais participou, podemos concluir que vai ficar muito difícil acompanhar as partidas de futebol no canal dos Marinho. Já contamos com um intragável Galvão Bueno, que com sua narração, resumiu o último amistoso da seleção com a participação de Ronaldo a uma retrospectiva da carreira do agora ex-jogador.Segundo Flávio Ricco, a Record retirou Navegantes, próxima novela de Lauro César Muniz, da sua lista de prioridades. Com isso, já podemos prever um aumento no número de capítulos de Vidas em Jogo, atual cartaz das 22h15. É mais uma prova da já conhecida desorganização do complexo de estúdios da Record, o RecNov.
A dramaturgia da emissora parece seguir a duras penas, com produções constantemente esticadas e outras proteladas, além do atraso nos licenciamentos dos produtos gerados pelas novelas da casa, como os de Rebelde. Enquanto a emissora ainda prepara o CD do grupo, para só depois lançar os demais produtos com a marca Rebelde, os camelôs já produziram suas versões para camisetas, bolsas, bonés e por aí vai. Assim não dá!
ílvio Santos costuma intervir em mudanças na teledramaturgia do SBT quando a audiência não está de acordo com o que ele considera satisfatório. Da mesma forma, não é novidade que Tiago Santiago faz mudanças bruscas em suas tramas para colocá-las nos trilhos. Junta-se os dois e agora teremos uma transformação em "Amor e Revolução". Segundo nota divulgada nesta semana pela Folha de São Paulo, a novela abordará o minimamente possível sobre política. Não deixa de ser muito bizarro uma novela ter o assunto principal praticamente abolido da trama. Outras soluções seriam mais sensatas, como o encurtamento da trama, ou uma mudança mais amena. Mas juntando Sílvio Santos e Tiago Santiago não se poderia esperar outra coisa.
uco da sofrida Dulce. O que seu viu foi o confronto da Naomi robô com a Naomi verdadeira dominar a novela. Sósias, gêmeos e clones, ou seja, personagens que têm a mesma cara sempre deram audiência e dessa vez não está sendo diferente. Mas mais uma vez pergunto: até quando esse fato conseguirá sustentar a audiência da novela, que ainda tem mais 4 meses no ar? Não me parece que possa aparecer outra trama capaz de segurar o Ibope. A não ser o hábito do público.sexta-feira, 6 de maio de 2011
por Daniel Pepe
O entrecho do casamento não realizado entre
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Nosso quarto entrevistado é o autor Walcyr Carrasco, que coleciona vários sucessos na TV, como: Xica da Silva, O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea, Caras & Bocas, e que atualmente escreve "Morde & Assopra", a novela das 19h da Rede Globo.
sexta-feira, 25 de março de 2011

Uns mordem, outros assopram
por Fernando Russowsky
A abertura de Mo
Não é um trabalho que se possa chamar de original, já que a ideia de uma animação bem-humorada com personagens antropomorfizadas foi utilizada, há alguns anos, em Pé na Jaca (2006). Acredito que, como ocorreu com os bichos da fazenda na vinheta da novela de Carlos Lombardi, as crianças, especialmente as menores, vão grudar os olhos na telinha sempre que entrarem no ar as peripécias da robô e do dinossauro, que traduzem, de forma clara e divertida, a expressão “morder e assoprar”, bem como o confronto entre o velho e o novo proposto na obra.
Tenho notado que o que mais chocou os postantes de fóruns e grupos de discussão foi a ênfase dada aos sons incidentais. Há quem compare com a iniciativa mais radical neste sentido, Sinal de Alerta (1978), cuja abertura contava apenas com ruídos, sem música. Percebo maior semelhança com o caso de A Indomada (1997): havia um tema, mas este estava ali apenas para fazer fundo aos barulhos e às imagens. Confesso que a mim causou estranheza na primeira vez que assisti, mas fui me acostumando e pouco depois já estava achando genial. Contra a novela de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, a Globo cometeu uma crueldade: já nos primeiros dias de exibição, alterou o trecho e aumentou o volume da música. Na reprise, chegou ao cúmulo de substituí-la. Espero que na obra de Walcyr Carrasco a emissora tenha peito para resistir e manter a proposta até o final.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Morde & Assopra: estreia correta.
por Guilherme Staush
A estreia de Morde & Assopra, de Walcyr Carrasco, a nova novela das 7, foi o grande acontecimento do dia de hoje na Rede Globo. É a sétima novela do autor. Walcyr é o autor que mais escreve novelas dentro da emissora carioca nos anos 2000, e agora tem a difícil missão de substituir uma das novelas de maior sucesso, em audiência e popularidade, dos últimos anos: o remake de Ti Ti Ti.
O capítulo começou com uma narração em off feita pelo ator Mateus Solano, um dos protagonistas da trama, dedicando a novela aos japoneses, vítimas dos terríveis acontecimentos que não saíram das manchetes dos telejornais nos últimos dias.
O capítulo focou nas tramas principais da história. Uma delas é a de Júlia (Adriana Esteves), uma paleontóloga que foi ao Japão fazer escavações e encontrou um réptil marinho com chifres, de origem desconhecida. Juntamente com ela, estavam seus companheiros, o escudeiro Cristiano (Paulinho Vilhena) e a traidora Virgínia (Bárbara Paz).
Outra núcleo principal é o de Abner, o proprietário de uma fazenda no interior de São Paulo que sofre uma ameaça de perder suas terras.
O telespectador também foi apresentado a Ícaro, um cientista que está em Tokyo para contatar um especialista em robótica, na tentativa de criar um robô com as características de sua mulher, Naomi (Flávia Alessandra), que desapareceu durante um naufrágio. Ìcaro quer que o robô possua as mesmas características dos humanos, ande, fale, e acima de tudo tenha sentimentos. Certamente, o desaparecimento de Naomi, cujo corpo não foi encontrado, é uma das grandes surpresas da novela: a moça deverá reaparecer, causando muita confusão depois de Ícaro já estar completamente apaixonado por sua “sósia futurista”.
O capítulo terminou com o encontro do par romântico central, Júlia e Abner, após a volta da paleontóloga ao Brasil, já que, por incrível que pareça, ela desconhecia a existência de ossos de dinossauros dentro de seu próprio país.
A união de passado (retratado pela paleontóloga Júlia) e futuro (através do cientista Ícaro) é a grande atração da novela, que promete muito romance, humor e suspense no decorrer de seus próximos capítulos.
O capítulo de estreia foi bem ágil, redondo, correto, marcado por boas atuações. Além disso, é quase que um alívio ver Walcyr Carrasco respirando sem os pulmões de Jorge Fernando, que vem mostrando uma direção rançosa, e transformando cada cena das novelas que dirige em um circo.
Muito mais eficiente é a direção de Rogério Gomes, valorizando o texto do autor e a interpretação dos atores.
Outro ponto positivo foi a escolha do elenco. Bem acima da média se comparado ao das novelas anteriores do mesmo autor. Os atores principais Mateus, Adriana e Pasquim mostraram um ótimo desempenho nesse primeiro capítulo.
Paulinho Vilhena foi uma ótima surpresa, fazendo um dos membros da equipe de Júlia, levemente gago, tímido e apaixonado por sua mestra. Como ponto negativo, fica a atuação da fraquinha Vanessa Giácomo, que não perde o jeitinho da “cabocla” Zuca, papel que lançou a atriz na televisão.
Merece destaque, também, a abertura da novela: uma animação que mostra uma robô e um dinossauro brincando de morder e assoprar, remetendo ao título da trama.
Espero que a novela continue nesse ritmo: sem exageros e sem o habitual humor pastelão, típico das últimas novelas das 7, e livre dos habituais clichês que caracterizaram várias novelas do autor: porquinhos no chiqueiro, vilãs caricatas e guerra de tortas de chocolate na cara.












