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sábado, 28 de julho de 2012




Irmãs, porém rivais! (Parte II)

por Duh Secco



Irmãs, presume-se, estarão unidas por toda a vida, não só pelos laços de sangue, como também pela amizade e companheirismo que nasce devido a convivência ao longo dos anos. Ainda que haja divergências de personalidade, como Catarina (Adriana Esteves) e Bianca (Leandra Leal), em O Cravo e a Rosa; ou de pontos de vista, como no caso de Virgínia (Ângela Vieira), que discordou das atitudes de sua irmã Helena (Regina Duarte), em Por Amor. Irmãs podem se afastar ao longo da vida, ainda que não queiram, como aconteceu com Cassandra (Maria Zilda Bethlem) e Helena (Andréa Beltrão), separadas pelos negócios escusos do pai em Vira-Lata. Podem também se aproximarem diante de uma dificuldade, como Joana (Regiane Alves) e Dominique (Poliana Aleixo), de Beleza Pura, que se conheceram após a morte da mãe. E se manterem unidas por toda a eternidade, como bem vimos em A Viagem, com Dinah (Christiane Torloni) e Estela (Lucinha Lins). Existem inúmeros motivos para que irmãs se deem bem e outros tantos para que elas se odeiem. É o que vemos agora, na segunda parte de nosso especial “Irmãs, porém rivais”.



A disputa por um bom partido


Nina (Helena Ranaldi) e Bianca (Rita Guedes), em Despedida de Solteiro (1992).

Tudo corria bem quando Nina e Bianca eram moças. A primeira amava Pedro (Paulo Gorgulho); a segunda namorava Xampu (João Vitti). Acusados de assassinar uma prostituta, ambos foram presos. Sete anos depois, Xampu voltou para Remanso, sua cidade natal, adoentado e, antes de falecer, pediu à Bianca que se casasse com ele. Rica, Bianca mudou seu padrão de vida, enquanto Nina continuou auxiliando seu pai, Sirineu (Mauro Mendonça), na oficina mecânica deste. Eis que surgiu Mike (Jayme Periard), um homem misterioso que encantou as duas irmãs e acentuou os conflitos entre elas. No final, Bianca deixa a cidade para ser modelo, deixando o caminho livre para Nina.


Nina (Alinne Moraes) e Lenita (Mel Lisboa), em Como Uma Onda (2004).

Outra Nina, de outra novela de Walter Negrão, também disputou seu amado com a irmã. Era a protagonista de Como Uma Onda, vivida por Alinne Moraes. Em uma viagem à Portugal, Nina e Lenita, sua irmã, se apaixonam por Daniel (Ricardo Pereira). O rapaz está fugindo do país, depois de ter tido um romance com a filha de um poderoso homem. Chegando ao Brasil, Daniel é acolhido por Nina e Lenita na mansão da família Paiva. A segunda investe nele sem medo, enquanto Nina faz valer seu compromisso com JJ (Henri Castelli), com quem acaba se casando, após ser submetida à chantagem do rapaz. Eis que Lenita descobre ser filha adotiva do casal Sinésio (Hugo Carvana) e Mariléia (Denise Del Vecchio), decide rever seus conceitos e acaba abrindo mão de Daniel, que volta para Nina.


Eva (Malu Mader) e Nina (Maria Flor), em Eterna Magia (2007).

Parece que é sina de toda personagem chamada Nina sofrer por conta de uma disputa amorosa com a irmã. Que o diga a feiticeira de Serranias, que perdeu seu noivo, Conrado (Thiago Lacerda), para sua irmã Eva, uma conceituada pianista. Com o auxílio de Zilda (Cássia Kiss), e de um sortilégio que comete apoiada pela bruxa, Eva consegue se casar com Conrado e levá-lo para Irlanda. Anos depois, Eva se descobre portadora de um tumor no cérebro. Volta para Serranias disposta a reparar seu erro com a irmã. Mas a essa altura, Nina já não é mais a doce menina de antes e se aproveita do arrependimento da irmã para submetê-la a toda sorte de terrorismo, chegando inclusive a se fazer de inválida, na tentativa de recuperar Conrado e deixar Eva ainda mais culpada pelo que fez no passado.


Celina (Samara Felippo) e Graça (Nívea Stellmann), em Chocolate com Pimenta (2003).

Tão ardilosa quanto às irmãs de Eterna Magia era a Graça, da novela atualmente em cartaz no Vale a Pena Ver de Novo. Além de confabular contra a irmã, na tentativa de separá-la do advogado Guilherme (Rodrigo Faro), Graça ainda a empurrou para os braços do asqueroso Conde Klaus (Cláudio Côrrea e Castro), o “velho lambão” que exigiu a mão de Celina em casamento, como pagamento por uma dívida de jogo do pai dela, Reginaldo (Antônio Grassi). Após inventar uma gravidez, Graça se casa com Guilherme e se muda para a casa de Celina, a esta altura, já casada com o Conde. Eis que Graça realmente engravida e acaba falecendo durante o trabalho de parto, sendo levada deste mundo pelas forças das profundezas.


Irma (Carolina Ferraz / Elaine Cristina) e Madeleine (Ingra Liberato / Ítala Nandi), em Pantanal (1990).

Diferentemente do caso anterior, Madeleine usou a gravidez para se afastar de seu amado, Zé Leôncio (Paulo Gorgulho / Cláudio Marzo). Ela abandonou o marido em sua fazenda no Pantanal e voltou para o Rio de Janeiro, sem avisá-lo. Preocupada com o cunhado, Irma resolve ir ao encontro dele, para lhe dar notícias de seu filho. É quando os dois se rendem à paixão e transam em meio às águas do pantanal mato-grossense. Apesar da disputa, nem Irma, nem Madeleine, terminou ao lado de Zé Leôncio. Anos após ter abandonado seu marido, Madeleine decide ir visitá-lo, para convencer seu filho Jove (Marcos Winter), que está morando com o pai, voltar para o Rio. Madeleine acaba morrendo em um trágico acidente de avião, e Irma, morando ao lado do cunhado, termina por esquecê-lo ao se envolver com Trindade (Almir Sater).


Vanessa (Sura Berditchewsky) e Vânia (Louise Cardoso), em Marron-Glacé (1979).

Vanessa e Vânia, as filhas da madame Clô (Yara Côrtes) não se odiavam. Mas entraram em atrito por conta da disputa pelo amor do garçom Otávio (Paulo Figueiredo). O que elas não desconfiavam é que a verdadeira intenção de Otávio era se apoderar do patrimônio da família, principalmente do buffet que dava nome à história. O garçom, entretanto, acabou traído pelo coração e, depois de ter conquistado tudo o que havia almejado, ele desiste da vingança para se unir à Vanessa.


E quando o amor não se resume a um rapaz?


Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano), em A Vida da Gente (2011).

Contra Ana, Manu nunca ganhou nada. Nem mesmo o amor da mãe, Eva (Ana Beatriz Nogueira). As duas irmãs, entretanto, eram extremamente unidas, até que um acidente levou Ana a passar anos em coma. Neste período, Manu acabou se envolvendo com Rodrigo (Rafael Cardoso), o grande amor de sua irmã. Casada com ele, terminou por criar Júlia (Jesuela Moro), a filha de Ana com Rodrigo, como se fosse sua. Quando Ana despertou do coma, Manu e ela entraram em um embate, não só pelo amor do rapaz, como também pelo da filha. O amor existente entre as duas, no final, acabou falando mais alto, e Ana e Manu se acertaram, para a felicidade de Júlia.


Nem só por amor se disputa um homem!


Carola (Fernanda Souza) e Ruth (Carol Castro), em O Profeta (2006).

As duas filhas de Lia (Nívea Maria) se envolveram com o paranormal Marcos (Thiago Fragoso) de formas distintas. Enquanto Carola o chamava para a realidade, fazendo-o lembrar do poder de seu dom, Ruth alimentava suas ilusões, incentivando Marcos a explorar suas visões para ganhar dinheiro. Eis que ambas se apaixonaram por ele, mas o jovem acabou optando mesmo por Sônia (Paola Oliveira), seu grande amor.



A inveja em família


Maria Clara (Malu Mader) e Ana Paula (Ana Beatriz Nogueira), em Celebridade (2003).

Todo clã familiar pode abrigar confusões, intrigas, amores e, de vez em quando, muita, muita inveja! Que o diga a família Melo Diniz, aquela na qual a invejosa Ana Paula tripudiava sobre o sucesso da irmã, a produtora musical Maria Clara. E olha que esta sempre foi boazinha com a primogênita de Corina (Nívea Maria). Sustentava os sobrinhos, bancava os devaneios do cunhado Nelito (Taumaturgo Ferreira), e convivia com a irmã sem se importunar com o veneno dela. Ana Paula nunca se satisfez. Acabou como camelô nas ruas do Rio de Janeiro, enquanto Maria Clara permaneceu triunfante em seu posto de estrela.


Sofia (Betty Lago) e Júlia (Natália do Vale), em O Amor Está No Ar (1997).

O desvio de caráter é a porta de entrada para a inveja no seio familiar. Júlia, por exemplo, nunca foi afeita ao trabalho, como sua irmã Sofia, que comandava a empresa de aviação que mantinha com o marido sem se abater, mesmo após a morte deste. Obcecada por dinheiro, Júlia se aliou à principal rival de sua irmã, Úrsula (Nicete Bruno), sogra de Sofia que também almejava destituí-la do comando de suas empresas. Júlia contou ainda com Alberto (Luís Melo), seu fiel escudeiro, e, como comumente acontece nessas relações entre vilões, seu ardoroso amante.


Agnes (Elizabeth Savala) e Débora (Ana Lúcia Torre), em Alma Gêmea (2005).

A inveja entre irmãs pode chegar a extremos impensados para duas pessoas com o mesmo sangue. Débora, por exemplo, nunca suportou viver à sombra da irmã, Agnes, que fez um casamento melhor do que o seu. Débora também se incomodava com uma possível predileção de sua mãe, Adelaide (Walderez de Barros), por Luna (Liliana Castro), a filha de Agnes. A inveja era tanta que acabou resvalando em Cristina (Flávia Alessandra), a filha de Débora, que tramou, com a conivência da mãe, a morte de sua prima. Luna reencarnou como Serena (Priscila Fantin), e Débora, novamente, induziu a filha a se livrar dela, com uma bebida envenenada. Mas o plano da vilã, desta vez, falhou, e Débora acabou morrendo, provando do próprio veneno, para o alívio de sua irmã e sua sobrinha.


Paula e Taís (Alessandra Negrini), em Paraíso Tropical (2007).

Se em irmãs que foram criadas juntas já há inveja, imagine entre duas irmãs que nunca haviam se visto antes, o que implica em laços afetivos passíveis de serem desfeitos a qualquer momento. Paula almejava se encontrar com a irmã gêmea, que ela só soube que existia quando sua mãe faleceu. Partiu para o Rio de Janeiro atrás dela, mas teve a maior decepção do mundo quando cruzou com Taís. A princípio se fazendo de amiga, a gêmea má se articulou para assumir o lugar da irmã no dia do casamento desta com o milionário Daniel (Fábio Assunção). Paula não deixou por menos, assumiu a identidade de Taís e passou a aterroriza-la. Até que a malvada morreu misteriosamente, e Paula enfim pode viver em paz.


Andréa Vargas (Regina Duarte) e Selma (Alessandra Negrini), em Desejos de Mulher (2002).

Assim como no caso anterior, Andréa também desconhecia a existência de uma irmã biológica. Isso porque ela sempre acreditara ser filha biológica de Atílio (Hugo Carvana) e Mercedes (Amélia Bittencourt), o que descobriu ser inverdade após uma acalorada discussão com Júlia (Glória Pires), sua irmã adotiva. Após perder sua fama e fortuna, Andréa soube que, por trás da máscara de boa moça de sua ajudante Selma (Alessandra Negrini), havia uma mulher obstinada por vingança contra aquela que, apesar de ser sua irmã de sangue, não fora criada a seu lado. Andréa e Selma lutaram até o último minuto, pelo mesmo sucesso, o mesmo homem (Diogo, vivido por Herson Capri) e contra o sangue que as unia.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

 









IRMÃS, PORÉM RIVAIS ...  (Parte I)

por Guilherme Staush



Irmãs e rivais, esse sempre foi um prato cheio para os autores de novela, e na maioria das vezes, rendeu ótimas histórias. Seja na disputa de um mesmo homem ou de um lugar nos negócios da família, a rivalidade entre duas mulheres do mesmo sangue sempre conseguiu prender o público. Por essa razão, nossa teledramaturgia está recheada de histórias clássicas de irmãs que se odiavam e aprontavam mil e uma durante os quase 200 capítulos de uma novela. Relembre algumas:





ANDRÉIA (Natalia do Valle)  e AMANDA (Suzana Vieira)

CAMBALACHO (1986)


Andréia sempre teve inveja de Amanda, pois segundo ela, a irmã sempre foi mais talentosa, se deu bem profissionalmente, casou-se com um homem maravilhoso, e sempre foi mais bonita, ainda que haja controvérsias nesse último quesito.
A ambição desmedida de Andréia fez com que a cambalacheira chique usasse de todos os artifícios para ficar rica, inclusive casar-se com um homem bem mais velho e planejar sua morte, além de infernizar a vida da irmã com o objetivo de  roubar-lhe o marido, o advogado Rogério (Cláudio Marzo), por quem era apaixonada.
Alpinista social da pior espécie, Andréia foi bem mais além, inclusive sabotando o Physical, academia de ginástica de propriedade de sua irmã, colocando fogo no local com a própria irmã dentro. Gente finíssima a moça, não?
Como aqui se faz, aqui se paga, Andréia terminou a novela sem a fortuna do marido, sem Rogério, e na cadeia!  Perigoooooosa!




ALICE (Vanessa Gerbelli) e VALQUÍRIA (Renata Dominguez)

AMOR E INTRIGAS (2008)

Valquíria vende todas as máquinas de costura de propriedade de sua mãe e foge para o Rio, deixando mãe  e irmã na miséria (qualquer semelhança com Vale Tudo não é mera coincidência). A primeira tem um derrame e morre, e a segunda vai para o Rio atrás da irmãzinha safada. Como o próprio nome da novela diz, não faltaram amores e intrigas entre as duas irmãs, que disputaram o mesmo homem e nutriram um ódio mútuo. Como o bem sempre triunfa, pelo menos na ficção, Alice termina a novela com o milionário Felipe Junqueira (Luciana Szafir), enquanto que Valquíria, termina de cara para o chão, numa poça de sangue.




BEL (Narjara Turetta) e MARIANA (Cláudia Ohana)

AMOR COM AMOR SE PAGA (1984)

Mariana era adotada e Bel era a filha legítima do casal Dr Vinicius (Adriano Reys) e dona Helena (Beatriz Lyra). Enquanto a mãe morria de amores pelo filho Renato (Miguel Falabella), o pai não escondia sua predileção por Mariana. Como não poderia deixar de ser, Bel cresceu sentindo-se preterida. Carente e rancorosa, sempre teve inveja da irmã, a ponto de querer separá-la a todo custo de Tomás (Edson Celulari), por quem as duas eram apaixonadas. Mas nada como um dia após o outro, e uma verdadeira paixão para colocar a pestinha nos eixos. E eis que surge Rogê (Mário Cardoso), o príncipe encantado que mostra para Bel o sentido do amor e coloca a moça no bom caminho, afinal, Amor com Amor se Paga!



JÚLIA  (Sônia Braga)  e YOLANDA (Joana Fomm)

DANCIN’ DAYS (1978)



Um dos casos mais clássicos de irmãs-rivais da história da teledramaturgia.  Em Dancin’ Days, o alvo de disputa das duas irmãs não era um homem, mas a filha de Júlia. Por decorrência de um atropelamento que ocasionou a morte de um empresário, a “tigresa” havia sido presa e deixado a pequena Marisa para ser criada pela irmã, a alpinista social Yolanda Pratini, que não hesitou em jogar a “filha” na cama de um milionário para se dar bem na vida. Após a saída de Júlia da penitenciária, a garota vira alvo de disputa entre as duas, porém Julia precisaria lutar de igual pra igual com a irmã para reconquistar o amor de Marisa, que havia se transformado em uma adolescente rebelde, mimada e alienada.
E, como toda a protagonista que se preza, Júlia dá a volta por cima, viaja para o exterior, fica rica, e dá uma sambada na cara da irmã, ou melhor, dança uma legítima dance-music. E com óculos de gatinha, meias de lurex e roupas coloridas, nossa heroína abriu suas asas e soltou suas feras na frenetic dancin days.



 
RUTH e RAQUEL  (Eva Wilma / Glória Pires)

MULHERES DE AREIA  (1973 / 1993)

Ruth e Raquel (Eva Wilma na primeira versão e Glória Pires no remake) podem ter nascido no mesmo dia, na mesma hora, do mesmo ventre e serem a cara e o focinho uma da outra, mas as semelhanças param por aí. Enquanto a irmãzinha cool herdou a serenidade e a bondade do pai, a irmã megera puxou a ambição e a falsidade da mãe. E para que a novela se tornasse o sucesso que foi, foi preciso que Raquel pintasse e bordasse, com direito a roubar o namorado da irmã, destruir as estátuas de areia do doente mental Tonho da Lua (Marcos Frota), e tocar o terror em todos os pescadores da pequena Pontal d'Areia e na mansão de Virgílio Assunção. Resultado: final trágico para a gêmea má e felicidade geral para a irmãzinha boa.


 
BRUNA (Elizabeth Savala) e LUÍSA (Maria Cláudia)

PÃO PÃO BEIJO BEIJO (1983)



Bruna era autoritária, geniosa, cínica e manipuladora, enquanto Luísa era generosa, simpática e gentil. As irmãs, que ajudavam a gerenciar a rede de cantinas italianas da família,  disputavam o amor de Ciro (Cláudio Marzo), que após se envolver em um acidente de carro com Bruna e o amigo Soró (Arnaud Rodrigues), ambiciona ascender socialmente para se vingar de Bruna, por quem fora humilhado. Embora Ciro sempre tenha transparecido ser apaixonado por Bruna, acaba casando-se com Luísa no último capítulo da novela, enquanto Bruna é desprezada por Júlio (Edwin Luisi), a quem ela sempre humilhou, e termina a novela debaixo da chuva, completamente sozinha. 



TIETA (Betty Faria) e PERPÉTUA (Joana Fomm)

TIETA (1989)


Perpétua (Joana Fomm) era a irmã feia e invejosa de Tieta (Betty Faria), e não sossegou enquanto não conseguiu escorraçá-la da pequena Santana do Agreste. O "bacalhau seco" despertou a ira do pai (Sebastião Vasconcelos) quando ele descobriu as aventuras amorosas de Tieta pelas dunas de Mangue Seco.
Mas há males que vem para o bem, e a vida dura que Tieta foi obrigada a ter na capital, transformou a “cabrita” numa mulher poderosa e mais sensual ainda. E seu retorno triunfante à cidade onde havia sido expulsa deu-se em grande estilo. Tieta levou o progresso à Santana do Agreste, conquistou o povo da cidade, e ainda roubou o coração do filho de Perpétua, que teve que engolir sua ambição e sua revolta ao ver sua irmã sendo aclamada pela cidade. Afinal, para ela, Tieta era quenga, sim!


 
MARIA LUÍSA (Elizabeth Savala) e BEATRIZ (Cássia Kiss)


QUEM É VOCÊ?  (1996)


Na década de 70, durante um baile de máscaras, o marido de Maria Luísa (Elizabeth Savala) comete uma traição por desconfiar que a mulher havia sido infiel, e transa com uma mascarada do baile como forma de vingança, sem saber que a tal mascarada era sua própria cunhada, Beatriz (Cássia Kiss). Um prato cheio para a irmãzinha malvada, no futuro, tentar fisgar o grande amor de sua vida e prendê-lo para sempre ao seu lado. 
Em um certo ponto da trama, Maria Luísa é dada como desaparecida, e aproveita-se da situação para aterrorizar a irmã Beatriz, levando-a à loucura.



VERÔNICA (Maria Zilda) e CATARINA (Marieta Severo)

VEREDA TROPICAL (1984)




Aqui a história era diferente. Não tinha nada de irmã boazinha e irmã malvada. As irmãs Catarina e Verônica disputavam em pé de igualdade qual das duas era a mais cínica, a mais ambiciosa e a mais perversa. Faziam da vida do pai, o empresário Vicente Oliva (Walmor Chagas), não menos diabólico do que as filhas, um verdadeiro inferno!  Ou seja, a mansão dos Oliva era o típico ninho das serpentes!
As irmãs disputavam um lugar de destaque na fábrica de perfumes do pai, a CPP, e não mediam esforços para atingirem seus objetivos. Valia de tudo: campeonato de bajulação ao coroa, altos trambiques, chantagem emocional, e por aí vai... Se ser mãe é padecer no paraíso; ser pai, nesse caso, foi padecer no inferno!


TATIANA (Andréa Beltrão) e  ALESSANDRA  (Bete Coelho)

AS FILHAS DA MÃE (2001)

As legítimas filhas da mãe seguiram a trilha de Verônica e Catarina, e tinham como maior mérito colecionar defeitos jamais vistos em uma só pessoa. Eram tão iguais que pareciam uma só: trambiqueiras, oportunistas e ambiciosas a dar com um pau! Aproveitaram-se das fraquezas da mãe, a premiadíssima diretora de arte Lulu de Luxemburgo, e de um erro cometido por ela no passado, para obterem dinheiro e sucesso à custa da fama da mãe, usando de muita chantagem emocional para chegarem no topo. O problema é que as duas irmãs eram tão incompetentes que nada dava certo.
Mas o destino reservou coisas diferentes para  Alê e Tati. Enquanto a primeira se envolveu com o mau caráter Adriano (Thiago Lacerda), e com isso só conseguiu se afundar ainda mais; a segunda, por outro lado, conheceu  Webster (Diogo Vilela), um ator fracassado, 100% do bem, por quem ela se apaixona, e acaba trilhando o caminho certo.