Somos amantes da teledramaturgia. Respeitamos a arte e a criação acima de tudo. Nosso profundo respeito a todos os profissionais que criam e fazem da televisão essa ferramenta grandiosa, poderosa, que desperta os mais variados sentimentos. Nossa crítica é nossa colaboração, nossa arma, nosso grito de liberdade.



ENTREVISTAS EXCLUSIVAS

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terça-feira, 14 de outubro de 2014


Amigos do Agora,

Convidamos todos a conferir o blog Vivo no Viva, do nosso parceiro Duh Secco. Uma página com tudo sobre o canal preferido de dez entre dez noveleiros!

Acesse: www.vivonoviva.blogspot.com

quinta-feira, 18 de julho de 2013



Bateu saudade...
Reprises do Canal Viva suscitam a nostalgia



por Duh Secco


Concebido como canal de entretenimento para as mulheres da tão alardeada nova classe C, o Canal Viva tornou-se reduto dos noveleiros de plantão. Depois da reprise de Vale Tudo, que mesmo indo ao ar em horário tardio tornou-se fenômeno de audiência e de repercussão nas redes sociais, a direção passou a se atentar para o potencial do telespectador saudosista. Programas de moda e comportamento, oriundos de canais como o GNT, foram sumindo aos poucos e dando espaço a faixas destinadas aos humorísticos (Viva Rindo), por exemplo, e programas como Globo de Ouro e Cassino do Chacrinha. O sucesso de produtos do passado levou a Globo a apostar nas re-reprises, que retornam ao Vale a Pena Ver de Novo com O Cravo e a Rosa (que, certamente, renderia muito mais se fosse exibida na íntegra, no Viva). Fato é que quem assiste à programação do canal acaba sucumbindo ao charme de outros tempos, em que as novelas possuíam cenas do próximo capítulo, e os visuais eram berrantes e chamativos. O Viva é um convite à saudade!


Falo com a convicção de quem passou uma tarde nostálgica em frente à TV nesta última terça (16/07). Tirei o dia para acompanhar as três novelas atualmente em exibição no canal, começando pela reprise de Rainha da Sucata, ao meio-dia (reapresentando o capítulo exibido no dia anterior). E qual não foi minha surpresa a me ver diante das cenas em que Laurinha Figueroa (Glória Menezes) simula uma tentativa de suicídio, inalando o gás de sua soberba suíte. Lembro com exatidão desta sequência na reprise da novela no Vale a Pena Ver de Novo, em 1994. A frieza de Laurinha, atentando contra a própria vida, me marcou na época. O suicídio (desta vez, consumado) na reta final da trama, que ela comete para incriminar Maria do Carmo (Regina Duarte) e a troca dos bombons dietéticos do marido diabético Betinho (Paulo Gracindo) por outros recheados de glicose me fez ver Laurinha, por muito tempo, como a maior vilã da teledramaturgia brasileira. E talvez seja mesmo! Aquela tarde de 1994, em que cabulei a aula para ver a novela em casa com minha família, deixou a cena de Laurinha simulando um desmaio próximo a sua banheira marcada em meu inconsciente para sempre. E isso me faz lembrar até mesmo de um tópico da comunidade Teledramaturgia, no Orkut: “cena marcante gravada na retina para sempre”. Mais uma amostra das lembranças que o Viva é capaz de fazer surgir em nossas ideias...


15h30 é o horário de Anjo Mau, novela escolhida pela direção do canal após os protestos do público, contrário à reexibição de Pecado Capital, mal sucedido remake de Glória Perez. Com a versão de Maria Adelaide Amaral para a obra de Cassiano Gabus Mendes é possível constatar o quanto as novelas mudam ao longo dos anos sem que possamos perceber. Anjo Mau foi exibida há 16 anos. Vendo seus capítulos hoje parecemos estar diante de uma novela dos anos 80. O desenrolar dos acontecimentos é relativamente lento. Para se ter uma ideia, o episódio 07, exibido na ocasião, se desenrola todo em cima do noivado de Paula (Alessandra Negrini) e Rodrigo (Kadu Moliterno), que já havia se iniciado no dia anterior. Ainda assim, a ótima condução do texto, o bom desempenho dos atores e a direção segura de Denise Saraceni nos garantem um excelente entretenimento. A novela é movimentada e nos apresenta ótimas cenas. Dentre estas, podemos citar aquela em que Vivian (Taís Araújo) é abordada por Clotilde Jordão (Beatriz Segall), durante o noivado. Tratando a moça como serviçal, a ex-ricaça lhe pede um copo d’água. Vivian lhe apresenta à copeira da casa, Socorro (Marcela Raffea), e Clô comenta o mal entendido com Eduardo (José Lewgoy), em uma fala quase idêntica a esta: “em outros tempos esse tipo de confusão não acontecia, já que não havia pessoas assim circulando entre nós”. Vivian é negra e fora menina de rua. O conflito, inexistente na primeira versão da novela, realça ainda mais o abismo social que separa a arrivista babá Nice (Glória Pires) de seu patrão Rodrigo. O capítulo se encerra com uma atitude precipitada da empregada: após dançar com o radiante Rodrigo em volta da piscina, Nice sobe ao seu quarto com duas taças de champagne. O empresário vai enxotá-la, em mais uma das cenas marcantes desta novela. Podemos destacar também o casamento de Rodrigo com a babá, no qual não aparece nenhum convidado. Um bom momento de Anjo Mau que não dá pra perder! Assim como não perdi a novela em sua exibição original. Nem mesmo o último capítulo, aflitivo diante da eminente morte de Nice, e que eu só pude acompanhar a partir do segundo bloco, em março de 1998, por ter de ir da escola para a casa a pé.


Após Anjo Mau, o Viva nos brinda com a saga de José Inocêncio (Antonio Fagundes). Obra prima de Benedito Ruy Barbosa, conduzida de forma fantástica por Luiz Fernando Carvalho, Renascer certamente não emplacaria no horário nobre, nos dias de hoje. A novela se desenvolve morosamente. O capítulo de terça teve apenas quinze cenas; praticamente todas elas demasiadamente longas. E novamente, uma coincidência com trechos que eu havia acompanhado na primeira reprise da trama, em Vale a Pena Ver de Novo. Não com cenas específicas, como em Rainha da Sucata, mas no desenrolar de uma trama: a da menina de rua Teca (Paloma Duarte), que após ter se infiltrado na casa de José Inocêncio, alegando estar esperando um neto dele, passa a viver sob a suspeita de ser sobrinha-neta do senhor do cacau. Tal entrecho da sinopse envolve uma sequência na qual Teca e Inácia (Chica Xavier) visitam a casa em que viveu Maria Santa (Patrícia França) e Marianinha, irmã da esposa de Zé Inocêncio e avó de Teca, segundo se supõe. Na velha moradia, Teca vê o espírito da tia-avó e Inácia chega a conversar com Pai Boi (Cacá Carvalho) e Quitéria (Ana Lúcia Torre), pais de Maria Santa e Marianinha. Lembro claramente do capítulo da reprise que exibiu tais cenas e se encerrou com Teca e Inácia deixando a casa em uma velha carroça, logo após a empregada de José Inocêncio ter visto Quitéria em sua máquina de costura. Me impressionou, ao rever a novela depois de tantos anos, a forma como o misticismo norteia praticamente todo o desenrolar de Renascer.


Este texto, enfim, não agrega muito a quem gostaria de conhecer mais detalhes sobre as novelas. Trata-se apenas de comentários e lembranças televisivas deste colunista, que deixaram as lembranças estimuladas pelo ótimo conteúdo que o Canal Viva nos oferece. Que venham mais e mais programas e novelas de qualidade como os de agora. Viva o Viva!





sexta-feira, 22 de junho de 2012





LETICIA MUHANA







Dez entre dez aficionados por TV estão sempre de olho nas produções que o Canal Viva costuma resgatar em sua grade. São verdadeiros clássicos da TV Globo, que marcaram gerações e conquistam, a cada dia, novos fãs. A prova de que o público se afeiçoou ao Viva está na repercussão do canal nas redes sociais, além, é claro, de sua alta audiência, o que lhe garante uma ótima posição dentre os canais fechados. Por trás de todo este sucesso, está Leticia Muhana. A diretora do canal concedeu uma entrevista ao Agora, onde comenta sua carreira e seu trabalho a frente do Viva, os programas que compõem a grade do canal e a importância da interação com os telespectadores.




Agradecimento à Sylvia Marques, assessora de imprensa do Canal Viva, que colaborou nesta entrevista.






CONTEÚDO EXCLUSIVO



Duh Secco pergunta
01. Você foi diretora do GNT por um longo período, esteve à frente do GNT Portugal, é consultora de projetos do Globosat e responsável pela direção-geral do Canal Viva. Como é sua relação, de longos anos, com a TV fechada, e atualmente, com o Viva? Sente-se vitoriosa diante do bom desempenho do canal na audiência?

Leticia Muhana, à frente do GNT.
Fui diretora do GNT desde o início do canal até 2011, foram 20 anos. Também estive à frente do GNT Portugal, dirigi por um tempo o SporTV e ajudei na implantação, como diretora executiva, da Globo News. Hoje, além de dirigir o Viva, também colaboro com canais da Globosat na supervisão de conteúdo. A maior parte da minha vida profissional foi na TV fechada. No Viva, o trabalho é delicioso. As escolhas são feitas a partir de conteúdos, primordialmente da TV Globo, de inquestionável qualidade.  O canal é um case de sucesso. O espaço que o Viva conquistou em apenas dois anos é algo inédito na televisão brasileira e trabalhar aqui dá muito orgulho não só para mim como para toda a equipe.


Duh Secco pergunta
02. O Viva estreou em 2010 com a missão de conquistar uma determinada parcela do público feminino. O que vemos hoje, entretanto, é que, além desde objetivo inicial, o canal atingiu outra fatia do público: saudosistas e jovens interessados em antigas produções. De que forma essa repercussão alterou os planos iniciais do canal e influenciou na grade de programação que vemos hoje?

O Viva, hoje, é voltado para a família, com predominância do público de ambos os sexos, com mais de vinte cinco anos. O perfil do assinante se tornou mais amplo e o planejamento de grade foi influenciado por esse movimento. Continuamos com o público feminino cativo de novelas. Mas, por outro lado, as faixas “Viva Rindo” e “Clássicos em Série” têm uma fatia expressiva de homens. No horário nobre, 84% da audiência é composta por homens e mulheres adultos. (Fonte: Ibope Media Workstation / Ambos os sexos com 25 anos ou mais com TV por assinatura (09 mercados em 2012) / Perfil (adh%) / Horário Nobre (19h à 01h) / Período: Janeiro a Maio 2012).


Duh Secco pergunta
03. Com a reprise de Vale Tudo, o Viva se tornou destaque nas mídias sociais. O sucesso se estendeu para o site do canal, com a brincadeira do álbum de figurinhas. Você acredita que esta repercussão na internet tenha sido fundamental para que o canal se firmasse como um dos mais vistos da TV fechada? E como são criadas as brincadeiras desenvolvidas no perfil do canal no Facebook, como as das capas dos LPs?

A cantora Rosana, do hit "O Amor e o Poder".
As redes sociais e a internet são ferramentas fundamentais para a divulgação do Viva. Nossos assinantes têm esses canais como fontes de informação. O site é alimentado diariamente com assuntos sobre a programação, reportagens, curiosidades, trilhas sonoras e promoções. No mês de maio, palavras ligadas ao canal ocuparam os trending topics Brasil do Twitter. No dia 14, três termos ainda entraram para o trending mundial: ‘Rosana’, ‘Amor e o poder’ e ‘Arnaldo Antunes’, todos relacionados ao musical “Globo de Ouro”. O programa tem tido um ótimo retorno de audiência tanto na TV quanto na internet. Sucesso nos anos de 1980, o “Globo de Ouro” marcou o cenário musical da época e deu espaço para a diversidade musical, da Jovem Guarda ao rock, passando pela MPB. No Facebook, nossa página tem mais de 400 mil fãs que recebem novidades do canal todos os dias. As brincadeiras criadas para a fun page são ideias da própria equipe que cuida especificamente desses canais de comunicação no Viva.


Guilherme Staush pergunta
04. Os horários em que as novelas do Viva são exibidas (meio-dia , à tarde, e por volta da meia-noite) fazem com que elas não batam de frente com as novelas da Globo, tanto as do Vale a Pena Ver de Novo, e principalmente com as do horário nobre. É uma imposição feita pela Rede Globo? Existem outras condições que devem ser respeitadas para que o Viva ganhe o direito de reexibir novelas globais?

Os horários das novelas são escolhidos com o objetivo de dar mais opções aos assinantes. Por isso, o conteúdo é exibido em horas diferentes da TV Globo. A intenção é que o público tenha mais alternativas na grade do Viva.


Duh Secco pergunta
05. Os direitos autorais representam um complicador na escolha de reprises do Viva? O que motiva uma segunda reexibição de minisséries como Desejo e Chiquinha Gonzaga ou mesmo da temporada 2000 de Malhação?

Iran Malfitano (Gui), Rafaela Mandelli (Nanda) e Max
Fercondini (Léo): protagonistas da temporada 2001 de Malhação.
Em algumas obras, é preciso que haja um trabalho mais complexo no “clearence” de direitos, especialmente conteúdos muito antigos.  A TV Globo tem um trabalho árduo e longo nesses casos. Sobre as minisséries, elas voltam para atender aos pedidos dos assinantes em razão do sucesso dessas produções em sua primeira exibição no Viva. No caso de Malhação, a negociação da temporada 2001 só foi fechada recentemente e nós vamos exibir esse conteúdo a partir de dezembro de 2012.


Guilherme Staush pergunta
06. Por que razão o canal traz com frequência produções exibidas nos anos 90 pela Rede Globo? Há uma maior dificuldade da emissora carioca em liberar programas e novelas dos anos 80 e 70 ou há um interesse maior do próprio Viva nas produções dos anos 90?

Jean Pierre (Edson Celulari) e Aline (Giulia
Gam): protagonistas do sucesso Q
ue Rei Sou Eu?
As produções dos anos de 1980 também estão nas escolhas do Viva. É o caso, por exemplo, de “Que Rei Sou Eu?”, “Tarcísio e Glória”, “Vale Tudo”, “Cassino do Chacrinha” e “Globo de Ouro”. O conteúdo anterior a 1985 precisa de um cuidado maior em relação à qualidade técnica. Muitas produções necessitam de uma análise mais apurada de imagem e som, por exemplo.


Guilherme Staush pergunta
07. Há um interesse bem grande dos noveleiros saudosistas que frequentam as redes sociais em rever novelas que não foram exatamente um fenômeno de audiência e popularidade, mas que ainda assim fizeram muito sucesso, como Jogo da Vida, Elas por Elas e Corpo a Corpo, para citar algumas. Há alguma chance de novelas como essas serem reprisadas? De que forma as reprises exibidas pelo canal são escolhidas?

As novelas são escolhidas com base nos pedidos dos assinantes e por estratégias de grade do Viva, sempre em conjunto com a TV Globo. As novelas mais pedidas são, no geral, as que tiveram maior sucesso em sua primeira exibição. Mas nenhum conteúdo está descartado.


Duh Secco pergunta
08. Atualmente, o Reviva é a única produção própria do canal. Há planos de desenvolver outras atrações? O que muda na programação do Viva com a nova lei da TV paga, que determina a exibição de conteúdo produzido por produtoras independentes em horário nobre?

Novas produções estão sendo estudadas. A lei está em processo de análise pela Globosat e os canais estão se preparando para adequação da grade às regras. O Viva também, e a ideia é aumentarmos a exibição de conteúdo nacional com a parceira de produtoras independentes.






Duh Secco pergunta
09. Para encerrar, o que podemos esperar do Viva para este ano, além das reprises de Felicidade, A Próxima Vítima e Delegacia de Mulheres? Procedem as informações, divulgadas nas últimas semanas, do interesse de se reprisar Dancin’ Days e Renascer?

Nova York Contra o Crime: cartaz do Clássicos em Série.
Além das novidades já citadas em sua pergunta, o Viva estreou, no dia 14 de junho, a série “Nova York Contra o Crime”. A produção ficou 12 anos no ar nos EUA e ganhou prêmios como o Emmy e o People’s Choice Awards, que elege as melhores produções de TV no país. No Viva, “Nova York Contra o Crime” é diário e entra na faixa “Clássicos em Série” às 21h30. Além disso, o canal continua apresentando, mensalmente, episódios do “Cassino do Chacrinha”. Outras novidades estão sendo negociadas para o segundo semestre e para o ano que vem.








Agora que você já conferiu a entrevista, que tal participar de um quiz sobre o Viva no Facebook? É só aceitar o aplicativo QuizBone e participar. Teste seus conhecimentos sobre o canal e compartilhe com seus amigos!